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A pirita é um mineral cujo processo de extração pode gerar danos ambientais, como a acidificação dos cursos hídricos

A pirita, ou sulfeto de ferro, é um mineral de brilho metálico, composto por ferro e enxofre. Sua aparência lembra o ouro, porém, seu valor de mercado é inferior. De fórmula química FeS2 e pertencente ao grupo dos sulfetos, a pirita é facilmente encontrada em resíduos de extração de materiais, tais como carvão mineral e cobre.

A diferença entre a pirita e o ouro

Por conta do seu aspecto brilhante e sua coloração dourada, esse mineral é também chamado de “ouro dos tolos”. Entretanto, a pirita apresenta algumas propriedades diferentes daquelas que caracterizam o ouro. 

Ouro
Imagem de Karol Bancerz por Pixabay

A pirita tem uma dureza que varia entre 6 e 6,5 mohs e uma densidade relativa de 5 g/cm3. Enquanto isso, a dureza do ouro fica entre 2,5 e 3 mohs, e sua densidade, 19,3 g/cm3. Isso significa que o ouro é mais maleável e pesado do que o FeS2. Outra diferença entre esses dois metais é a intensidade do brilho metálico, que é menos intenso no ouro do que na pirita.

Pirita
Imagem de PollyDot por Pixabay

Impactos ambientais da sua extração 

O FeS2 é muito encontrado na extração de carvão mineral. Durante a extração de carvão, esse mineral é descartado no meio ambiente, poluindo o solo e a água. O grande problema é que a pirita, exposta ao meio, favorece o processo de drenagem ácida das minas (DAM). 

Esse processo é resultado da mineração de rochas que têm sulfetos, como a pirita, em sua composição. Isso porque, em contato com oxigênio e água, o sulfeto sofre a oxidação e libera Fe3+. Por sua vez, o Fe3+ se transforma em Fe2+, um elemento que favorece a acidificação dos corpos hídricos e do pH do solo.

De acordo com um estudo, uma solução para esse problema seriam os processos de bio-hidrometalurgia e de biolixiviação, em que os produtos da oxidação da pirita são metabolizados por bactérias acidofílicas. 

Apesar de lento, utilizar bactérias acidofílicas é um processo barato e eficiente. Com a degradação da pirita, ela pode ser transformada em substâncias de interesse industrial. Um exemplo é o ácido sulfúrico, que é muito utilizado para a produção de papel e corantes.  

Outro estudo abordou a possibilidade de usar o FeS2 para a fabricação de células solares. Essas células são responsáveis pela conversão de energia solar em elétrica. A pirita, por ser um mineral semicondutor, consegue auxiliar na absorção de luz solar. Dessa forma, o seu descarte inadequado no ambiente poderia ser evitado, e ela contribuiria para a produção de energia limpa renovável.