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Ondas de calor na Europa faz com que eleitores considerem votar “verde” nas eleições

Enquanto muitas pessoas ainda duvidam da veracidade do aquecimento global, as súbitas mudanças climáticas continuam presentes ao redor do mundo. Ondas de calor e de frio alastram cidades e deixam moradores preocupados, instigando casos de eco-ansiedade. Essa preocupação, contudo, não para por aí. Relatos na Europa confirmam que tais acontecimentos climáticos podem ser responsáveis pela mudança de voto de algumas pessoas em futuras eleições. Em frente às provas do aquecimento global, as pessoas são mais propensas a votar “verde”. 

Os partidos verdes da Europa são partidos democráticos com o foco em resolver problemas socioambientais. 

Uma pesquisa que combinou os dados do Eurobarometer com dados eleitorais e números climatológicos indicou que o aumento de temperatura deixa o “clima” mais propenso para partidos verdes. 

Além disso, os pesquisadores foram capazes de delimitar os países onde a influência do clima na política era mais forte. Foi observado que regiões mais frias, de clima atlântico, eram mais propensas a apresentar a conversão de partidos. 

De acordo com especialistas, a mudança climática em países de clima quente, como os de clima mediterrâneo da Europa, é despercebida. Já acostumados com o tempo quente e seco, esses habitantes não sentem a necessidade de mudanças drásticas no ambiente político para resolver questões ambientais. 

Diante do alastramento dos desastres ambientais, a Comissão Europeia criou o “The European Green Deal”, um projeto que visa a neutralização da emissão de carbono do continente até 2050 e teve início em dezembro de 2021. 

Desde sua criação até agora, alguns representantes dos territórios europeus se mostraram interessados em enfrentar questões ambientais. Porém, a falta com essa preocupação também pode resultar na mudança de partido de alguns eleitores. 

No final de 2021, diversos protestos de cunho ambiental ocorreram por países europeus, como na Itália e na Inglaterra. O descontentamento da população era resultado da falta de ação política em questões ambientais. 

Na Itália, por exemplo, ativistas ambientais denunciaram o governo de Mario Draghi por ações de greenwashing durante sua campanha política. Quando Draghi foi eleito primeiro-ministro em fevereiro de 2020, ele fez promessas com âmbito ambiental que estabeleciam um ministério para uma “transição ecológica” e prometia investir 59 bilhões de euros em iniciativas ecológicas. 

Nada indica que as mudanças climáticas vão parar em breve, muito menos sem alguma ação mundial que desacelere as emissões de gases do efeito estufa. É normal que a população recorra a meios políticos para resolverem esses problemas, porém, a falta de comprometimento dos políticos em partidos “comuns” resulta no interesse em partidos verdes. Esses, que já demonstram reconhecer problemas ambientais, se mostram mais competentes em lidar com a veemência das mudanças climáticas.