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Entenda mais sobre do que a interação social é constituída

A interação social é analisada pela sociologia como uma chave essencial para o convívio humano. Ela é caracterizada pela troca entre duas ou mais pessoas, seja em diálogo, expressões ou ações que constituem a vivência em sociedade.

Pela interação as pessoas conseguem se relacionar, criando certas “regras” e ditando como agir em frente à diversidade de pessoas que formam a sociedade. De acordo com especialistas, a interação social é bem mais intrínseca do que se parece à primeira instância, pois reúne rituais desconhecidos, simbologia e um entendimento pré-existente do comportamento em sociedade.

Essa troca consiste de como as pessoas agem ou reagem aos outros indivíduos. Acredita-se que, para se viver em sociedade, um pré-requisito é necessário: saber manter uma interação social efetiva. 

Além disso, é possível dizer que as interações sociais são construídas e influenciadas pelo ambiente e pela cultura regional. 

Fundação da sociedade

A estrutura da sociedade é baseada nessas interações e trocas. A socialização é resultado da interação social, e vice e versa — nós aprendemos a socializar a partir da interação. 

A partir das expectativas ditadas por um manual subentendido das interações sociais, as pessoas criaram diversas bases para o funcionamento público. Isso inclui escolas, empregos e a maioria das outras atividades em grupo. 

Apresentações sociais

De acordo com o sociólogo Erving Goffman, as apresentações podem ditar a qualidade e duração das interações sociais. Ele acredita que, ao conhecermos novas pessoas, adotamos uma “face” — uma imagem própria repleta de qualidades socialmente aceitas, que influenciam positivamente ou negativamente a socialização. 

Assim, os indivíduos se apresentam com características que dependem das circunstâncias do ambiente ou da sociedade em sua volta. 

Expectativa e capacitismo 

Por um lado, também é possível dizer que a interação social é decorrente de uma expectativa grupal. Todos os seres humanos acreditam que as outras pessoas devem seguir as regras implícitas estipuladas pela sociedade. Porém, muitos indivíduos não contam com o seu pré-entendimento. 

Acreditar que todas as pessoas devem reagir de acordo com algo implícito, de certa forma, pode ser reconhecido como capacitismo. Pessoas diagnosticadas com autismo, por exemplo, podem apresentar dificuldades no entendimento das regras implícitas pelas interações sociais

Mesmo que não intencional, esse capacitismo é formado a partir de suposições, e não de algo factual. 

As tais regras da interação social são implícitas, portanto, não existe um guia ou um manual de como agir ou reagir em sociedade. Portanto, agir a partir de um pressuposto de que todos os indivíduos precisam segui-las à risca acaba excluindo ou ferindo grupos de pessoas que apresentam alguma dificuldade na socialização.