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Líquens são associações mutualísticas entre certas espécies de fungo e de alga ou entre fungos e cianobactérias

Líquens são associações mutualísticas entre certas espécies de fungo e de alga ou entre fungos e cianobactérias. Os tipos de fungos mais comuns nessas associações são os ascomicetos. A associação entre o fungo e a alga (ou a cianobactéria) permite que os líquens habitem locais onde algas e fungos não poderiam viver separadamente. 

Os fungos e as algas que fazem parte dos líquens recebem o nome de micobiontes e fotobiontes, respectivamente. De modo geral, os fungos pertencem ao reino Fungi e ao filo Ascomycota, enquanto as algas e as cianobactérias podem ser encontradas nos reinos Monera e Protista. 

Os líquens são organismos extremamente diversificados. Estudos estimam que existam mais de 20 mil espécies, sendo que algumas delas parecem ter surgido há centenas de milhares de anos, provavelmente constituindo uma das primeiras formas de vida a ocupar o ambiente terrestre. 

Mutualismo e líquens

Mutualismo é a relação ecológica em que ambas as espécies obtêm vantagens. Ele difere da protocooperação pelo fato de ser permanente e indispensável à sobrevivência dos indivíduos associados. 

Líquens são uma associação mutualística estabelecida entre fungos e micro-organismos fotossintetizantes. As algas e as cianobactérias fornecem substâncias orgânicas aos fungos, enquanto os fungos garantem um ambiente adequado para o desenvolvimento dos micro-organismos fotossintetizantes. 

Reprodução

Os líquens se reproduzem assexuadamente por meio de fragmentos especiais, que contêm hifas do fungo e células da alga em associação. Esses fragmentos, chamados sorédios, destacam-se do líquen e propagam-se, carregados pelo vento. 

Habitat dos líquens

Os líquens possuem ampla distribuição geográfica e habitam diferentes regiões. Dessa maneira, eles ocorrem tanto em ambientes úmidos quanto em ambientes secos. Isso acontece porque os líquens são espécies pioneiras e podem sobreviver em locais de grande estresse ecológico.

“Espécies pioneiras” é um termo utilizado para se referir às espécies vegetais que podem colonizar ecossistemas inóspitos para outras espécies, em que as condições são pouco favoráveis para a sobrevivência. Elas são capazes de se manter perfeitamente desenvolvidas em locais com poucos nutrientes e água.

Assim que chegam, as espécies pioneiras realizam a manutenção do ecossistema, tornando-o mais hospitaleiro para as espécies posteriores. Esse processo pode ser feito por meio da estabilização do solo, enriquecimento de nutrientes, redução da disponibilidade de luz e exposição ao vento e moderação da temperatura.

As espécies pioneiras também são muito utilizadas na recuperação de ecossistemas degradados. Como consequência, a área fica comprometida no que diz respeito à presença de espécies naturais e nutrientes disponíveis no solo. Assim, as espécies pioneiras fazem com que a vida volte a nascer naturalmente nessas regiões, recuperando-as.

Importância ecológica

Os líquens possuem grande importância ecológica. Em primeiro lugar, eles são capazes de colonizar locais inóspitos, fazendo com que outras espécies se desenvolvam. Isso ocorre porque os líquens produzem ácidos que degradam rochas, auxiliando na formação de novos solos. 

Além disso, os líquens são extremamente sensíveis à poluição, servindo como bioindicadores. A presença de líquens sugere baixo nível de poluentes atmosféricos, enquanto que seu desaparecimento indica agravamento da poluição.