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Espécies pioneiras são aquelas que colonizam locais inóspitos para outras espécies

Espécies pioneiras” é um termo utilizado para se referir às espécies vegetais que podem colonizar ecossistemas inóspitos para outras espécies, em que as condições são pouco favoráveis para a sobrevivência. Elas são capazes de se manter perfeitamente desenvolvidas em locais com poucos nutrientes e água.

Assim que chegam, as espécies pioneiras realizam a manutenção do ecossistema, tornando-o mais hospitaleiro para as espécies posteriores. Esse processo pode ser feito por meio da estabilização do solo, enriquecimento de nutrientes, redução da disponibilidade de luz e exposição ao vento e moderação da temperatura.

As espécies pioneiras também são muito utilizadas na recuperação de ecossistemas degradados. Como consequência, a área fica comprometida no que diz respeito à presença de espécies naturais e nutrientes disponíveis no solo. Assim, as espécies pioneiras fazem com que a vida volte a nascer naturalmente nessas regiões, recuperando-as.

Onde e como ocorre a colonização?

As espécies pioneiras costumam se desenvolver em regiões quentes e secas – como áreas com características desérticas e áridas – ou perto de vulcões, locais rochosos e com poucas chances de desenvolvimento de vida vegetal. Além disso, montanhas frias também são locais em que espécies pioneiras podem se estabelecer, não sendo afetadas pelo calor ou frio extremo.

Para que haja o desenvolvimento dessas espécies, suas sementes podem ser levadas pelo vento, animais ou até mesmo pela intervenção humana, fazendo com que se adaptem a determinado local e passem a se desenvolver mesmo nas condições menos favoráveis. Vale ressaltar que essas espécies vegetais são chamadas de pioneiras por serem as primeiras a surgir em um local em que não haviam outros seres vivos.

Líquens, algas verdes, fungos, bactérias, ervas daninhas, gramíneas, amieiros e salgueiros são exemplos de espécies pioneiras.

Características de espécies pioneiras

Para sobreviver em locais inóspitos, as espécies pioneiras precisam ser:

  • Polinizadoras, devido a ausência de insetos;
  • Fotossintetizantes, devido a falta de nutrientes do solo;
  • Capazes de sobreviver a longos períodos de dormência;
  • Resistentes à condições desfavoráveis às outras espécies;
  • Capazes de produzir um grande volume de sementes com altas taxas de dispersão.

Espécies pioneiras e a sucessão ecológica

A sucessão ecológica descreve as mudanças na composição das espécies que um ecossistema sofre ao longo do tempo. Ela pode ocorrer gradualmente em um ambiente árido, no caso da sucessão primária, ou em um local que passou por uma perturbação grave, como na sucessão secundária.

Nesse processo, as espécies pioneiras desempenham um papel fundamental nesses processos, preparando o ecossistema novo ou recentemente perturbado para comunidades mais complexas.

Espécies pioneiras e a recuperação de áreas degradadas

As espécies pioneiras possuem um papel muito importante na recuperação de áreas degradadas, já que são capazes de modificar as características do ambiente onde se instalaram, fazendo com que esse local passe a ter mais nutrientes e possa se desenvolver até que seja favorável para outras espécies.

Isso acontece porque as espécies pioneiras captam os nutrientes mais difíceis de serem absorvidos, o que outras espécies não conseguiriam fazer. Dessa maneira, quando essas plantas perdem folhas ou morrem, os nutrientes fixados em seus tecidos liberam uma quantidade ainda maior de nutrientes no solo, tornando-o melhor do que era inicialmente.

Assim, o solo vai ficando cada vez mais rico em nutrientes e consegue armazenar mais água. As espécies pioneiras vão abrindo espaço para que a região se torne apta a receber novas espécies de vegetais, que vão se instalando nessa área conforme a qualidade da região vai se recuperando.



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