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Fazendas solares flutuantes são grandes reservatórios de água equipados com células fotovoltaicas

Fazendas solares flutuantes são um conjunto de células fotovoltaicas instaladas em grandes reservatórios de água. Geralmente, elas produzem uma quantidade de energia elétrica suficiente para alimentar pequenas cidades. As fazendas solares flutuantes são fundamentais para a ampliação do uso de energia solar, visto que permite que pessoas que não querem ou não podem investir em um sistema fotovoltaico particular consumam esse tipo de energia renovável.

Ao mesmo tempo em que não são sistemas individuais, as fazendas solares flutuantes também não podem ser classificadas como usinas solares, uma vez que estas representam sistemas solares de grande porte. Entretanto, as fazendas solares flutuantes possuem um papel essencial na descentralização e democratização da energia elétrica.

Vale ressaltar que não existe um número oficial de células ou alqueires utilizados que qualificam uma obra como fazenda solar flutuante. No entanto, há um consenso que diz que apenas os conjuntos com potência superior a 1 MW podem ser classificados nessa categoria. A maior fazenda solar flutuante construída até hoje está localizada na China e tem uma capacidade total de 40 MW.

O que é energia fotovoltaica?

A energia fotovoltaica é a energia obtida por meio da conversão direta da luz solar em eletricidade. O efeito fotovoltaico, relatado pelo físico Edmond Becquerel em 1839, pode ser entendido como o aparecimento de uma tensão elétrica nas extremidades da estrutura de um material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula solar ou fotovoltaica é a unidade fundamental desse processo de conversão da luz solar em energia elétrica.

A energia fotovoltaica é considerada um tipo de energia renovável e limpa, que pode ser gerada para autoconsumo em instalações pequenas ou para abastecer estabelecimentos e indústrias em grandes usinas fotovoltaicas. Dessa maneira, além de poderem ser instaladas em residências, as células solares podem ser conectadas à rede de energia, auxiliando na diminuição de custos. Há casos em que os painéis produzem mais energia do que necessário, possibilitando sua venda para a rede elétrica.

O que é célula fotovoltaica?

Célula fotovoltaica, ou célula solar, é um dispositivo capaz de converter a radiação solar diretamente em energia elétrica por meio do efeito fotovoltaico. Existem diversos tipos de células solares, que são classificadas de acordo com os materiais utilizados em seu processo de fabricação. Os principais tipos de células fotovoltaicas são produzidos em silício, podendo ser cristalino, monocristalino (mono-Si), policristalino (multi-Si) e silício amorfo (a-Si).

No geral, são usadas 36, 60 ou 72 células fotovoltaicas interligadas em série para montar uma placa solar fotovoltaica (também chamada de painel solar ou módulo fotovoltaico), equipamento responsável pela geração de energia fotovoltaica. Para saber como uma célula fotovoltaica funciona, acesse a matéria:

Vantagens e desvantagens das fazendas solares flutuantes

As fazendas solares flutuantes apresentam vantagens e desvantagens que devem ser levadas em consideração. Pesquisas realizadas por especialistas concluíram que as fazendas solares flutuantes geram uma quantidade de energia elétrica maior do que as terrestres. Isso porque as células fotovoltaicas operam com mais eficiência em locais com temperaturas menores.

Além disso, as fazendas solares flutuantes não demandam terras, permitindo que estas sejam utilizadas para a produção de alimentos ou outras atividades humanas. A tecnologia também reduz a evaporação da água em até 70% na área coberta pelos flutuadores, representando uma adição de 20% no volume de água. Em larga escala, isso poderia ajudar os efeitos prejudiciais causados pelo aquecimento global, como a proliferação de algas tóxicas e o aumento da evaporação da água.

No entanto, as fazendas solares flutuantes também podem causar impactos negativos, como a diminuição de oxigênio dissolvido, o que provocaria a morte de diversos organismos aquáticos. Por fim, especialistas afirmam que mais pesquisas precisam ser realizadas para compreender a probabilidade de impactos positivos e negativos.