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Saiba os cuidados que precisam ser tomados para evitar adquirir óleos essenciais adulterados

Os óleos essenciais têm diversas aplicações: aromaterapia, cosmética, limpeza, uso medicinal, etc. Eles são extraídos das folhas, raízes, sementes, frutos, flores e dos troncos de plantas por processos como prensagem a frio e diferentes tipos de destilação. Para adquiri-los com segurança é necessário estar atento. Algumas marcas diluem os óleos essenciais em óleos carreadores (óleos fixos gordurosos) sem sinalizar isso no rótulo, ou vendem essências sintéticas como se fossem óleos essenciais naturais – outras não tomam os devidos cuidados de armazenamento. Por isso, é fundamental ter alguns cuidados com óleos essenciais e principalmente ao comprar seus óleos de uma empresa idônea e tomar alguns cuidados.

Cuidados na armazenagem

Seus diversos compostos riquíssimos são fotossensíveis. Isso significa que em contato com a luz eles degradam com facilidade e perdem suas propriedades terapêuticas. Por esse motivo, não devem ser adquiridos em embalagem transparente. O mais comum é estarem armazenados em frascos de vidro cor âmbar, ou então azul cobalto. Recipientes plásticos não são ideais.

De acordo com estudo, a maioria dos óleos essenciais tem validade de dois anos. Mas isso varia de acordo com o óleo; os cítricos, por exemplo, devem ser usados em até um ano a partir de sua data de fabricação. Os óleos essenciais diluídos em óleos carreadores têm validade de apenas alguns meses.

Os óleos essenciais devem ser guardados em locais frescos (18°C) e, quando armazenados por um longo período de tempo, o ideal é mantê-los na geladeira. Eles podem se solidificar, mas voltarão ao estado líquido em temperatura ambiente.

Cuidados ao comprar seu óleo essencial

O custo de óleos naturais é mais elevado que o das essências sintéticas (saiba mais sobre os riscos das fragrâncias sintéticas). Contudo, a qualidade também é superior e eles duram mais tempo na pele quando empregados em perfumes ou massagem. O preço também pode variar de acordo com o rendimento de óleo durante o processo extrativo. Por exemplo, para obter um litro de óleo de rosas, utilizam-se de uma a três toneladas de pétalas, o que equivale a um hectare de plantação de rosas. Já para conseguir um litro de óleo de Eucaliptus globulus, são necessários aproximadamente 30 kg de folhas.

Um óleo essencial genuíno é 100% natural, pois não é adicionado qualquer produto sintético ou aditivo; 100% puro, pois nenhum óleo essencial similar é adicionado; 100% completo, não é descolorado, ou despertenizado (método que retira os terpenos do óleo essencial).

Alguns óleos muitas vezes são misturados a outros híbridos. A lavanda, por exemplo, muitas vezes é misturada aos chamados de lavandins para se conseguir um óleo mais barato; ou no caso do óleo de rosas ou de melissa, que são muito caros e algumas vezes são misturados com outros óleos para baratear o produto final. Mas a embalagem sempre deve possuir as informações de concentração do óleo essencial e o nome dos componentes. Essas diluições têm seus usos, mas o rótulo deve indicar claramente essa diluição para não prejudicar o consumidor.

As falsificações são frequentes devido ao baixo volume de óleo essencial que se consegue extrair de uma planta e a alta demanda desses produtos na aromaterapia. Contudo, a falta de qualidade desses compostos influencia o efeito farmacológico e pode oferecer riscos aos usuários.

Alguns métodos utilizados na falsificação de óleos essenciais incluem a adição de compostos sintéticos de baixo preço, como álcool de cereais, mistura com óleos de menor valor, etc. Alguns óleos vendidos como puros são misturados com óleos minerais e essências sintéticas.

Verifique se o rótulo possui as seguintes informações

  • Nome científico (botânico);
  • Parte da planta usada para extração;
  • País de origem;
  • Processo de extração;
  • Composição;
  • Data de envase ou extração e validade;
  • Número do lote do produto;
  • Nome e registro da empresa/fabricante.

Ao comprar um óleo essencial, verifique se o rótulo possui o nome científico. Em maioria, as essências sintéticas não possuem o nome botânico no frasco. Além disso, o nome científico pode evitar confusões entre espécies diferentes que possuem o mesmo nome popular.

A origem do óleo essencial pode ser mais um fator para identificar, essências sintéticas não informam no rótulo o país de origem. Óleos essenciais obrigatoriamente necessitam de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Um óleo puro possui em sua composição apenas o nome científico da planta com o termo oil acrescentado no final. Ex: Óleo essencial de lavanda – Nome científico: Lavandula officinalis – Composição (comp): Lavandula officinalis flower oil. Se o rótulo de essência de lavanda apresentar a informação “Lavandula officinalis flower oil e Mineral oil”, significa que o produto não é puro, pois é diluído em óleo mineral.

A maioria dos óleos essenciais não possui coloração forte, se isso ocorrer é porque foram adicionados corantes. As cores usuais variam do transparente ao amarelo claro, com algumas exceções, como o óleo de camomila alemã, que possui coloração azulada (devido ao camazuleno); ou os óleos de tangerina, laranja e orégano que possuem cor alaranjada; os óleos de pachouli, casca de canela e vetiver que têm cor marrom; e o cedro de Himalaia e a bergamota, que apresentam cor esverdeada.

Os óleos essenciais possuem aroma característico, e produtos com odor de álcool ou óleo de milho e girassol provavelmente estão adulterados ou em decomposição, e não devem ser utilizados.

O importante é comprar os óleos essenciais de acordo com sua necessidade e armazenar com cautela. Para fins medicinais, recomenda-se o óleo essencial puro. Mas, para massagens ou aromatização do ar, não é necessário ser tão rigoroso. Conhecendo essas dicas, será mais difícil comprar um produto por engano e correr riscos de prejudicar sua saúde.

Fonte: Laszlo

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