"O desmatamento pode estar no seu prato" diz Google em sua plataforma "Eu sou Amazônia"

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Há 11 histórias interativas que mostram as várias conexões que todos temos com a Amazônia

Eu Sou Amazônia

Quais as conexões que a Amazônia têm com a vida de habitantes de grandes e pequenas cidades do Brasil e do mundo? A ferramenta Google Earth, do Google, lançou a plataforma "Eu Sou Amazônia", que tenta responder essa pergunta, mostrando que a imponente e ameaçada floresta tem grande influência na vida de todos os "terrestres"... E não é "só" porque produz 20% do oxigênio do mundo, mas também devido à regulação climática que proporciona (podendo alterar o clima global ou a incidência de chuvas em São Paulo, por exemplo) e às matérias-primas de sua biodiversidade (que alimentam e servem para produção de medicamentos), entre outros fatores.

O consumo também se faz presente na conexão de cada um com a Amazônia. O uso excessivo de eletricidade pode impactar a floresta, assim com a produção de carne bovina, uma das grandes vilãs do desmatamento na região. De tudo o que já foi desmatado na Amazônia, 60% da área serve como pasto para criação de gado. Em uma das onze histórias interativas que compõe "Eu sou Amazônia", o Google critica o consumo de carne: "Não seria exagero dizer que o desmatamento pode estar no seu prato".

Histórias interativas

Eu Sou Amazônia

Para descobrir a conexão do usuário com a Amazônia, a plataforma o convida a conhecer as histórias interativas, que mesclam vídeos (produzidos pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles), áudios, textos, fotos e realidade virtual em 360° - o Instituto Socioambiental também participou do projeto em parceria. Elas passam por fatos históricos, entrevistas, gráficos e outros recursos que facilitam o entendimento sobre questões específicas da região. Indígenas, quilombolas e produtores rurais que seguem a legislação também participam do conteúdo.

As apresentações são divididas em temas: água, mudança (sobre a região de Paragominas, no Pará, que foi muito desmatada ao longo de 40 anos), alimento, raiz, inovação (sobre os Paiter Suruí), liberdade (sobre quilombolas), resistência, resiliência (sobre agrotóxicos, desmatamento e mudanças climáticas que ameaçam o Xingu), aventura e conhecimento. Também há um atlas com 20 terras indígenas.

Paiter Suruí

Essas histórias, segundo o Google, são o resultado de um projeto que começou em 2007, quando o Cacique Almir, da tribo Paiter Suruí, descobriu o Google Earth e viu seu potencial para proteger o legado e as tradições de seu povo. Almir propôs uma parceria ao Google, que resultou na criação do Mapa Cultural dos Suruí, o primeiro projeto liderado por um povo indígena para combater o desmatamento e mapear o estoque de carbono de suas terras. Os Suruí também foram os primeiros a receber fundos de preservação de suas terras.

Acesse aqui o "Eu sou Amazônia".


Fontes: Blog Google Brasil, Google Earth

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