Grafeno, o material que pode revolucionar a tecnologia

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O grafeno é muito mais resistente que o aço e pode ser utilizado em diversos setores

Devemos muito do nosso conforto e tecnologia às descobertas feitas pelos alquimistas. Esses antigos desbravadores da ciência conseguiram nos proporcionar um enorme conhecimento através do método mais eficaz: testar, testar e testar.

Fazer experiências e comprovar seus resultados, fazendo os ajustes necessários a cada tentativa (denominado de “empirismo” pelos estudiosos) é uma forma eficiente de se conseguir resultados, mas é inegável que uma boa parte das descobertas se deu por acidente. No caso dos alquimistas, muitas vezes chegava-se a uma conclusão enquanto se procurava outra (veja o caso do fósforo).

Porém, isso não cria nenhum demérito a tal método, pois foi exatamente a curiosidade movida da ação que gerou tantos benefícios. Muitos alquimistas e personagens importantes da ciência acreditavam que poderiam encontrar a chamada “pedra filosofal” por meio de seus experimentos.

Apesar de seu aspecto místico, a Alquimia foi percussora das ciências naturais (química, por exemplo). Muito da atmosfera vivida pelos “primeiros químicos” se repete até os dias atuais. Um exemplo disso é a descoberta de uma superbateria de grafeno na Califórnia (EUA).

A Superbateria de Grafeno

Uma pesquisa feita por um estudante da UCLA (University of California, Los Angeles), que buscava novas maneiras de fabricar folhas de grafeno (feita à base de carbono - é um dos materiais mais fortes feitos na atualidade), acabou criando acidentalmente um supercapacitor. Um supercapacitor, basicamente, é uma das alternativas para a bateria comum. Ele não só consegue ser carregado rapidamente, como ainda pode acumular grande quantidade de energia em um pequeno espaço.

Material que pode mudar o mundo

Para aqueles que não sabem o que é grafeno, ele possui propriedades que podem ser aplicadas de diversas maneiras e que tornam este material único: ele é ultraleve, tem condutividade elétrica 100 vezes mais rápida que a do silício, se mostra 200 vezes mais forte do que o aço e tem diversas características ópticas e térmicas.

Entre os muitos estudos realizados com o grafeno, destacam-se aqueles que envolvem o desenvolvimento de novos cabos de transmissão de dados para a internet. Segundo uma pesquisa publicada pela revista Nature Communication, a ideia é aproveitar toda a velocidade alcançada pelos elétrons no grafeno – as células se movem nele centenas de vezes mais rapidamente do que nos cabos atualmente utilizados. Como se isso ainda não bastasse, o grafeno também pode limpar a água (veja aqui).

Abaixo, assista um vídeo que mostra como o grafeno pode revolucionar a tecnologia:

Com toda essa variedade de utilizações que as propriedades do grafeno proporcionam, fica muito evidente que a descoberta dos nossos pesquisadores – de encontrar óxido de grafeno de forma muito barata através da reciclagem de pilhas (saiba mais aqui) – pode ser um diferencial para o Brasil na corrida tecnológica.


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