USP capacita catadores para melhorar qualidade da reciclagem de eletrônicos e aumentar renda de quem lida com material

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Iniciativa foi tomada por uma ONG, em parceria com a Escola Politécnica e com dois outros institutos da USP

Alguns catadores de materiais recicláveis poderão ganhar até 100 vezes mais na coleta e venda de objetos eletrônicos descartados. São 180 profissionais que participam de cursos de 40 horas nas sedes do Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir) e do Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação (Lassu), ambos da Universidade de São Paulo (USP).

Os cursos fazem parte de um projeto da Escola Politécnica (Poli-USP) em parceria com alguns municípios da região. Batizado como “Eco-Eletro”, o projeto quer aumentar a renda dos catadores e, ao mesmo tempo, evitar que o material de informática seja descartado em locais inadequados, o que pode ocasionar problemas ambientais e risco à saúde humana.

Outra parceira, a ONG Instituto GEA, foi quem teve a iniciativa de procurar a universidade para propor a realização do projeto, que acabou sendo um dos selecionados por um programa de patrocínio a projetos sociais da Petrobrás.

Desde abril, tem sido ministrado um curso por mês no Cedir. Os catadores aprendem o que é lixo eletrônico e como manuseá-lo corretamente, para que não se contaminem com as substâncias tóxicas presentes nele. Orientações, como a necessidade de desmontar os equipamentos para aproveitar outras peças na reciclagem e os cuidados que devem ser feitos para não se contaminar o meio ambiente quando houver um item que não pode ser reciclado, são passadas aos alunos.

Alguns dias depois de concluído o treinamento, são realizadas visitas técnicas às cooperativas de origem dos alunos, para acompanhamento e monitoramento. Apesar dos alunos entenderem o que lhes é passado nos cursos, há problemas, como a necessidade de juntar um grande volume de lixo eletrônico para conseguir um bom preço, o que pode tentar ser resolvido com a integração de todas as cooperativas de uma cidade ou região.

O projeto prevê a implantação de núcleos de tratamento de lixo eletrônico nas cidades envolvidas (São Paulo, Diadema, Guarulhos, Mauá, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo e também baixada Santista) para separação e comercialização do produto, selecionado em rede pelas cooperativas atendidas pelo Instituo GEA. Além disso, faz parte da iniciativa a disseminação de informações à população sobre lixo eletrônico. Para isso, haverá nos cursos cinco vagas gratuitas em cada um, como ouvintes, para cidadãos, apoiadores de cooperativas, ONGs e outras instituições da sociedade civil interessados no assunto.

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-Veja como descartar eletrônicos na seção Guia da Reciclagem.

Com informações da assessoria de imprensa da USP.

Foto: amda.org.br


 

Comentários  

 
0 #1 2014-06-10 16:27
Boa Tarde. Preciso de informaçoes ,como fazer cursos de reciclagem, pois desejamos montar uma empresa de reciclagem.
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