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A doação de alimentos é um modo de auxiliar pessoas que vivem com a insegurança alimentar

A doação de alimentos é uma prática que visa combater problemas sociais como a fome e a insegurança alimentar. Este tipo de doação pode ser realizada em larga escala, com o trabalho de instituições de cunho social, ou em pequena escala, com a doação de alimentos de pequenos grupos voluntários ou uma única pessoa. 

No Brasil, a doação de alimentos pode ser feita por diversos tipos de instituições, desde organizações não governamentais até pequenos restaurantes. Em 2020, foi aprovada a Lei nº 14.016, que permite que restaurantes doem as sobras de suas refeições que estão em bom estado, com intuito de evitar o desperdício alimentar e ajudar pessoas em situação de insegurança alimentar.

Para entender um pouco mais sobre a doação de alimentos, é preciso entender os conceitos de insegurança e segurança alimentar e os perigos de uma doação mal planejada.

Insegurança alimentar 

A insegurança alimentar é um conceito definido pela situação onde uma população não tem acesso físico, social e econômico a recursos e alimentos nutritivos que atendam às suas necessidades dietéticas e preferências alimentares. 

Nesse caso, a insegurança alimentar não acontece apenas quando um indivíduo passa fome e não tem nenhum alimento. Na verdade, pessoas que não têm acesso a dietas saudáveis e alimentos nutritivos devido à falta de poder econômico também sofrem de insegurança alimentar. 

Ou seja, se um indivíduo deixa de comprar vegetais por não ter como prepará-los, e prefere comprar alimentos prontos ou pré-prontos, não tão saudáveis, ele se encontra neste cenário de desigualdade. Segundo levantamento do Brasil de Fato, 116,8 milhões de pessoas sofreram com insegurança alimentar no Brasil em 2021.

De acordo com o levantamento, 43,4 milhões desses indivíduos não contam com a quantidade suficiente de alimentos e 19,1 milhões estão em estado de insegurança alimentar grave, passando fome. É neste momento que a doação de alimentos se torna importante, não para acabar de uma vez com o problema, mas para evitar o desperdício e auxiliar quem passa por dificuldades.

Segurança alimentar

A segurança alimentar é definida pelo acesso regular e permanente a alimentos de qualidade. Esse acesso precisa ser feito em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso de outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde. 

Para além disso, a segurança alimentar precisa respeitar a diversidade cultural, social, econômica e ser ambientalmente sustentável. Desta forma, garantir a segurança alimentar não é apenas garantir que todos tenham alimento, e sim que todas as pessoas tenham acesso a alimentos saudáveis e nutritivos.

O conceito de segurança alimentar é importante quando se trata da doação de alimentos. Isso porque não basta apenas doar qualquer sobra de refeição, é preciso ter em mente que esse alimento precisa ser seguro e saudável. Assim, evita-se a intoxicação alimentar por comidas estragadas e o desenvolvimento de doenças por refeições não saudáveis. 

Doação de alimentos 

No Brasil existem diversas formas de praticar a doação de alimentos, confira algumas delas a seguir:

Bancos de alimentos 

O Programa Banco de Alimentos é um projeto criado pelo governo federal com intuito de auxiliar pessoas em situação de insegurança alimentar. Eles são estruturas físicas e/ou logísticas que ofertam serviço de captação, recepção e distribuição gratuita de gêneros alimentícios oriundos de doações de setores privados ou públicos.

Essa doação de alimentos é destinada a instituições sociais que atendem um público em situação de alta vulnerabilidade social. Para que esses locais recebam a doação de alimentos, eles precisam passar por uma regulamentação da Rede Brasileira de Bancos de Alimentos – RBBA.

O intuito dessa instituição é promover a doação de alimentos adequados e saudáveis e a valorização dos hábitos alimentares regionais. Além de beneficiarem pessoas que sofrem com a insegurança alimentar, os bancos de alimentos ajudam grandes empresas do ramo a reduzirem seus desperdícios alimentares.

Geladeira comunitária 

A geladeira comunitária é uma opção de ajuda que atende a demanda das pessoas em insegurança alimentar. Ela, assim como o banco de alimentos, serve apenas para a mitigação da fome. Ou seja, não resolve o problema em sua raiz, apenas auxilia por um curto período de tempo aqueles que estão vulneráveis.

O funcionamento da geladeira comunitária é simples, uma comunidade de pessoas se responsabiliza pelos cuidados e administração de uma geladeira pública em certa região. A partir daí, essa geladeira fica aberta ao público que precisar pegar alguma comida de graça ou alguém que queira fazer uma doação de alimentos. 

Cada geladeira comunitária tem suas regras e cuidados diferentes, mas todas têm o mesmo objetivo, auxiliar quem sofre com insegurança alimentar. Apesar da popularidade da geladeira ser maior em outros países, o Brasil já conta com algumas geladeiras comunitárias funcionando em território nacional. 

Ações voluntárias 

Qualquer pessoa pode praticar uma ação voluntária de doação de alimentos para quem precisa. Basta entrar em contato com instituições que trabalham com essas ações, ou montar a sua própria. O mais importante é lembrar de doar apenas refeições saudáveis e nutritivas, que não apresentem nenhum tipo de risco a quem vai recebê-las.

Alguns indivíduos optam pela doação de alimentos em grandes grupos, se dividindo nas tarefas e alimentando pessoas que vivem em situação de rua. Enquanto outros fazem pequenos atos, como a doação de cestas básicas para famílias que têm algum tipo de dificuldade. 

Cuidados com a doação de alimentos 

As pessoas que trabalham com a doação de alimentos  acreditam que um dos maiores problemas dessas ações são a qualidade e o valor nutricional dos alimentos doados. 

Para especialistas, a doação de alimentos não saudáveis não é de grande ajuda, isso porque essas refeições podem ser ricas em componentes que causam doenças relacionadas à alimentação. Por isso, instituições de assistência alimentar precisam  controlar o valor nutricional de suas doações.

A dificuldade de resolver esse problema está ligada à praticidade de alimentos não saudáveis. Muitas vezes, indivíduos que se beneficiam da doação de alimentos não têm tempo ou os objetos necessários para a produção de uma refeição equilibrada. Desta forma, eles optam por comidas rápidas e com menor valor nutricional.

Essa situação pode ser combatida quando se fala da doação de alimentos perecíveis, ou seja, quando são doadas refeições em marmitas ou bandejões. No caso da doação de cestas básicas, é preciso ter em mente algumas perguntas, que se tiverem ao menos uma resposta negativa pelo recebedor, é sinal de que o alimento pode ser desperdiçado.  

  • Isto é comestível?
  • É algo que eu quero comer?
  • Eu saberia cozinhar isto?
  • Será que tenho as ferramentas necessárias?
  • Posso guardá-lo em segurança até estar pronto?
  • Tenho tempo para preparar alguma coisa com este ingrediente?
  • Tenho tempo para consumir?
  • Serei capaz de levar toda esta comida para casa?

Se você pretende começar um grupo de doação de alimentos, certifique-se de usar essas questões como base para montar o cardápio de refeições. Assim, é possível evitar o desperdício de alimentos por pessoas que realmente precisam dessas doações.