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Subproduto da biodegradação é uma alternativa aos fertilizantes e pesticidas convencionais

Biofertilizante é o subproduto da degradação da matéria orgânica, processo também chamado de biodegradação. Ele também é conhecido popularmente como chorume orgânico ou adubo líquido. Diferente do chorume tóxico gerado em aterros e lixões, o biofertilizante fertiliza o solo e pode ser usado como defensivo agrícola eco-friendly. Ele possui alta concentração de nitrogênio e baixa concentração de carbono devido à liberação de CO2 e CH4.

Compostagem caseira

O biofertilizante gerado na composteira não é tóxico, não produz mau cheiro se for manejado corretamente e pode ser utilizado como fertilizante de solo e pesticida natural.

Na composteira, o biofertilizante resulta da decomposição de matéria orgânica pura, enquanto em aterros e lixões os vários tipos de descarte são decompostos juntos e liberam um percolado contaminado e cujo descarte exige atenção. A transformação do resíduo em húmus, ou adubo orgânico, é feita por seres detritívoros e decompositores, como as minhocas.

Benefícios do biofertilizante

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais da metade de todo o lixo produzido em casa é orgânico. Todo esse resíduo, quando descartado em aterros e lixões, junto com materiais tóxicos como pilhas e baterias, acabam produzindo chorume e outros efluentes que causam impactos à saúde e ao meio ambiente. Além disso, os resíduos sem tratamento acabam produzindo gás metano, que é cerca de 25 vezes mais prejudicial para o efeito estufa do que o gás carbônico.

As pilhas e baterias devem ser embaladas em plástico resistente e descartadas em locais específicos. Consulte quais são os postos de coleta mais próximos da sua residência ou local de trabalho no portal eCycle.

Se todo o resíduo orgânico que é produzido no Brasil fosse tratado com compostagem seria possível evitar emissões de gás metano, produzir cerca de 37,5 toneladas de húmus por ano, reduzir os espaços ocupados em aterros e lixões e também a poluição de solos, lençóis freáticos e da atmosfera.

A transformação do resíduo em húmus, ou adubo orgânico, é feita por seres detritívoros e decompositores, no caso dos vermes, grupo no qual se destacam as minhocas californianas, pois elas têm maior capacidade de adaptação a condições de cativeiro e à alta produção de adubo orgânico.

Diferente do chorume produzido em aterros sanitários e lixões, o biofertilizante não é tóxico pode ser utilizado como fertilizante de solo e pesticida natural. Para utilizá-lo como fertilizante de solo, é preciso dissolver cada parte de biofertilizante em dez partes de água. Para utilizá-lo como pesticida natural, dissolva o chorume em água na proporção de meio a meio e borrife nas folhas dos vegetais no final da tarde, para não haver queimadura de sol nas plantas.

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia analisou a eficiência da adição de biofertilizante em plantas. Em apenas 24 horas, verificou-se que as populações de bactérias benéficas nas plantas com esse líquido eram de duas a três vezes maiores do que nas plantas do grupo controle. Essas bactérias produzem compostos que ajudam as plantas a crescerem mais rápido e a se tornarem mais resistentes à doenças.

Além disso, observou-se que os níveis de carbono na água atingiram o pico depois que o biofertilizante foi adicionado. Isso sugere que as bactérias estavam usando carbono para se reproduzir. E, o que é mais importante, nenhum micro-organismo nocivo foi detectado em qualquer lugar do sistema.


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