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Alimentos ultraprocessados ​​são aqueles que foram submetidos a processos de fracionamento, aquecimento e adição de substâncias químicas

Imagem de Kolby Milton no Unsplash

Alimentos ultraprocessados ​​são aqueles que foram submetidos a processos de fracionamento, aquecimento e adição de substâncias como xarope de milho, corantes, conservantes, emulsificantes, proteína hidrolisada, gordura hidrogenada, adoçantes, espessantes e gelificantes. Eles surgiram como uma forma de aumentar o tempo de prateleira dos produtos dos supermercados e apresentam risco significativo para a saúde da população.

Os alimentos ultraprocessados geralmente são pobres em nutrientes essenciais, ricos em açúcar, óleo e sódio e sujeitos a serem consumidos em excesso.

Nocivos à saúde

De acordo com estudo do Departamento de Epidemiologia e Prevenção do IRCCS Neuromed, na Itália, os alimentos ultraprocessados apresentam risco significativo para a saúde da população mundial.

Publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o estudo analisou os hábitos alimentares e as condições de saúde de mais de 22.000 pessoas por mais de oito anos. Os resultados mostraram que ingerir um grande quantidade de alimentos ultraprocessados está ligado a um risco de 26% maior de morte por qualquer causa e de 58% maior de morte por doenças cardiovasculares.

Para uma das pesquisadoras do estudo, Marialaura Bonaccio, em entrevista à revista Medical Xpress, os alimentos que mais passam por modificações em sua estrutura, chamados de alimentos ultraprocesssados, são aqueles que apresentam maior risco de desenvolvimento de doenças, como doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.

Açúcar não é o culpado sozinho

Com diversos estudos já publicados sobre o tema, é comum que o açúcar, normalmente adicionado em quantidades substanciais em alimentos ultraprocessados, seja visto como o principal responsável pelos efeitos nocivos dos alimentos ultraprocessados. Mas a resposta parece mais complexa.

Augusto Di Castelnuovo, pesquisador do Departamento de Epidemiologia e Prevenção afirma que o açúcar é o responsável por 40% do aumento do risco de morte. Ele acredita que a outra parte responsável é justamente o próprio processamento industrial, que é capaz de induzir profundas modificações na estrutura e composição dos nutrientes.

É preciso mudar hábitos

Para a professora titular de Higiene e Saúde Pública da Universidade de Insubria em Varese, à revista Medical Xpress, uma dieta saudável não pode ser baseada na contagem de calorias.

A pesquisadora afirma que os jovens em particular estão cada vez mais expostos a alimentos pré-embalados, fáceis de preparar e consumir, extremamente atrativos e geralmente baratos. Mas os alimentos minimamente processados ​​devem ser fundamentais para uma nutrição saudável. Gastar mais alguns minutos cozinhando um almoço em vez de aquecer um recipiente no micro-ondas, ou talvez preparar um sanduíche para as crianças em vez de colocar um lanche pré-embalado em suas mochilas são ações que podem gerar bons resultados ao longo de anos.



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