Há 40 anos, poluição nos rios paulistanos já era alvo de debate. Problema persiste.


Em São Paulo, existem projetos para despoluição de grandes rios como o Tietê, por exemplo

A poluição das águas é um problema que afeta a sociedade e o meio ambiente há décadas. Rios e mares próximos a grandes cidades são os principais prejudicados pela sujeira proveniente de residências e indústrias, servindo de esgoto em vez de embelezar a cidade. E esse problema não é de hoje, principalmente na cidade de São Paulo.

Há 40 anos, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) lançou seu primeiro vídeo de divulgação para o grande público sobre os problemas causados pela poluição de rios, como Pinheiros e Tietê, que possuem trechos extensos dentro da capital paulista e as consequências que ela traz à saúde e ao meio ambiente. Veja abaixo:

Atualmente, os principais poluentes detectados são resíduos residenciais e industriais, inseticidas, detergentes, soda cáustica, cianuretos, resíduos orgânicos entre outros, que se misturam na água e, quando ingeridos, podem causar doenças como paralisia infantil e diarreia.

Vida aquática e abaixo-assinado

Outro prejuízo é a vida aquática nos rios. Por conta da sujeira, a água prolifera bactérias anaeróbicas, ou seja, que não precisam de oxigênio para sobreviver, e isso causa a morte de peixes e outros animais que vivem ali.

Em 1992, mais de 1 milhão de pessoas participaram de um abaixo assinado que exigia providências governamentais para a despoluição do rio Tietê. Foi o maior abaixo assinado da história do Brasil até hoje.

Tietê Vivo



Passados mais de 20, algumas obras e avanços foram realizados para retomar a vida aquática no rio, mas ainda há muito que ser feito. Para ajudar no progresso da limpeza, uma campanha foi montada, com a realização de empresas privadas e apoio de órgãos como a Sabesp, o Governo do Estado de São Paulo e a SOS Mata Atlântica. Trata-se do Tietê Vivo, que tem o objetivo de engajar os cidadãos e moradores da capital paulista e de suas redondezas a defenderem a qualidade das águas e recuperação da bacia hidrográfica do rio. Conjuntamente, foi lançada uma campanha de cartazes denominada "Criaturas do Tietê", que mostra certos itens e situações que poluem ainda mais o rio, como mostrada na figura acima.

Para que isso aconteça, é necessário não apenas cobrar melhorias, mas também adotar práticas que favoreçam a causa. Uma das maneiras é se tornar um vigilante e participar de monitoramentos de medida de poluição de rios mais próximos.

Abaixo estão os 10 mandamentos do Tietê Vivo:

1 - Assumo como tarefa monitorar a execução de obras e intervenções do poder público na despoluição do Tietê;
2 - Estabeleço o compromisso de fazer o uso racional da água;
3 - Comprometo-me a preservar os mananciais;
4 - Defenderei a causa da preservação das várzeas dos rios e as áreas de preservação permanentes e matas ciliares do Tietê;
5 - Serei defensor da causa da redução do lixo e do seu descarte em local adequado;
6 - Comprometo-me a participar de programas de reciclagem e coleta seletiva do lixo;
7 - Comprometo-me a consumir produtos de empresas que respeitam o meio ambiente;
8 - Assumo como compromisso manter minha residência conectada à rede pública de esgotos;
9 - Estabeleço como meta ver o Tietê Vivo, livre da sujeira, poluição e entendo que este compromisso depende da minha participação e atitude;
10 - Comprometo-me a difundir esta causa a todos os amigos e colegas nas redes sociais.

Para saber mais sobre o projeto Tietê Vivo visite a página do grupo no Facebook.


 

Comentários  

 
+1 #1 2014-03-30 19:49
Isto é um problema cultural que levara anos em se resolver, e começa pela escola. Nos estamos relacionados com os biopolimeros (infhidro), e viajando pelo Brasil eu vejo na minha atividade comercial como companhias brasileiras que fabricam sacolas plasticas colocam o carimbo de oxobiodegadavel nas mesmas, mas sim colocar o aditivo , ou seja ficam vendendo sacolas biodegradaveis falsificadas. Nao é esto um problema cultural?.
Os europeios nao sao melhores que os brasileiros, a diferença fica em nas multas. Si vc. coloca fortes multas para pessoas que poluem ou enganam com produtos ecologicos que nao sao, pouco a pouco as coisas iriam melhorando.
O problema do mundo é que todo e reduzido ao preço, quanto menor o preço melhor, e logico aparecem logo os picaretas.
Alias de todo hoje existe muita gente pesquisando alternativas que deberao si utilizar por de uma forma o outra.
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