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Recriar gêiseres de refrigerante para machucar animais vira “trend” no YouTube

Em um período de quatro meses, cerca de 200 vídeos de crueldade animal foram postados no YouTube por conta de uma nova “tendência”. Os vídeos em questão reproduzem gêiseres — uma erupção formada a partir da mistura de refrigerante e balas de menta — para assustar e capturar animais. 

Os vídeos são majoritariamente gravados no mesmo estilo: alguém andando pela mata tentando encontrar algum buraco usado de abrigo para os animais. Após encontrar esses buracos, o refrigerante e as balas são despejadas no lado de dentro, o que faz com que os animais fujam da erupção. 

Muitos dos vídeos são encenados, onde os animais são movidos propositalmente para os abrigos. 

Embora alguns animais não morram por conta da “brincadeira”, a repercussão dos vídeos vêm aumentando com o tempo, o que pode incentivar a prática em outros lugares. Acredita-se que a maioria dos vídeos foram filmados no sudeste asiático, mas é impossível ditar onde já foram vistos.

Além disso, grande parte dos vídeos é monetizada, o que significa que geram dinheiro para seus criadores, incentivando ainda mais a sua reprodução. 

A tendência viralizou como um “método de pesca”, onde os gêiseres eram feitos dentro de aquários, porém, foi se adaptando com o tempo em busca de visualizações.

Os experimentos têm o âmbito da captura animal, também chamados de “técnicas de caça” e em primeira instância eram restritos à captura de peixe-gatos. Contudo, com o tempo, a técnica começou a incluir outras espécies, como sapos, siris, cobras, tartarugas, galinhas, lebres, aranhas, porquinhos da índia, esquilos e ouriços. 

Com o tempo, outras adaptações foram feitas. Em vez dos gêiseres, detergentes, pastas de dente, perfumes e outros materiais eram usados nos vídeos, o que contribui para outra questão além da crueldade animal. 

Muitos desses materiais são nocivos ao meio ambiente e podem desequilibrar ecossistemas. O detergente, por exemplo, pode contribuir para a eutrofização de áreas úmidas — quando químicos estimulam o crescimento de plantas, reduzindo a população animal.

Vídeos de crueldade animal são proibidos de acordo com as diretrizes do YouTube, porém, por enquanto alguns desses filmes caseiros ainda podem ser encontrados na plataforma. A falta de supervisão do site ainda permite que eles sejam monetizados e compartilhados para o resto do mundo. 

Também é necessário entender que essa não é apenas uma questão de falta de supervisão da plataforma, e sim uma questão ética. A crueldade animal está cada vez mais banalizada e exigindo conscientização pública.