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Conheça os empreendimentos que apresentam soluções inovadoras em reflorestamento, projetos de carbono e conservação florestal, produção de óleos, alimentação e turismo de base comunitária na Amazônia

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Por Mariano Cenamo e Ana Carolina Bastida em Página 22 Em dezembro de 2021, concluímos a seleção dos seis negócios que passam a integrar o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto. Essa jornada, que se iniciou a partir de 156 inscrições de iniciativas de diversas partes do País, nos trouxe muitos desafios e oportunidades. Os seis negócios selecionados – BrCarbon, Floresta S.A., Inocas, Mahta, Soul Brasil e Vivalá – apresentam soluções inovadoras para o desenvolvimento de produtos e serviços em cadeias de valor estratégicas para a conservação da Amazônia, atuando em reflorestamento, projetos de carbono e conservação florestal, produção de óleos, alimentação e turismo de base comunitária.

O perfil dos negócios almejados pela aceleradora foi de empresas iniciando processos de tração ou escala, vindos de qualquer região do Brasil, que tivessem foco de atividade e impacto na Amazônia. Após quatro meses de seleção em um pipeline bastante diverso de iniciativas, a análise culminou em 12 negócios, que participaram da última fase de seleção em uma jornada de construção e aprimoramento de teses de impacto e uma oficina de pré-aceleração que proporcionou muitas trocas e conexões.

Diferentemente dos anos anteriores, quando “pilotamos” a Amaz por meio do Programa de Aceleração da PPA (também coordenado pelo Idesam e que gerou a experiência necessária para criarmos uma spin-off como a Amaz) o Modelo C agora faz parte do processo seletivo, sendo fundamental para a escolha dos seis negócios que passam agora a integrar o portfólio. Este modelo, antes era aplicado apenas durante o ciclo de aceleração, estimula pensar conjuntamente o modelo de negócio e a Teoria da Mudança.

Foto: Amaz/ Rodrigo Duarte

A oficina de pré-aceleração, que envolveu todos os 12 negócios finalistas, agregou valor à jornada, possibilitando aos empreendedores maior conexão com seus modelos de negócio e matrizes de impacto. Essa construção foi feita individualmente, refletindo o momento de cada iniciativa, mas também de forma coletiva, na medida em que permitiu conhecer as iniciativas uns dos outros e contribuir com uma diversidade e generosidade de olhares.

O período de pré-aceleração permitiu também conhecer e aprender ainda mais sobre os negócios e principalmente sobre seus empreendedores, sócios e parceiros, envolvendo visitas de campo, entrevistas, uma oficina presencial, finalizando com uma rodada de pitchs, que contou com um olhar ainda mais criterioso dos investidores e financiadores da Amaz.

Essa jornada trouxe evolução às iniciativas, que avançaram muito em suas teses de impacto e modelos de negócio depois da pré-aceleração. Isso se refletiu nos pitchs apresentados ao final do processo. Mesmo os negócios finalistas que não foram selecionados para o portfólio levam consigo um valor agregado – a possibilidade de aprimorar seus modelos de negócio e as conexões que a Amaz pode gerar com os atores de seu ecossistema.

O próximo passo em 2022 é iniciar a jornada de impulsionamento que vai apoiar os negócios selecionados nos próximos seis meses. De modo customizado, olhando para as necessidades individuais de cada um, mas sempre buscando potencializar ações com o poder do coletivo.

Será um ano de crescimento para todos eles, mas que também trará desafios a superar. A Amaz espera ajudá-los nesse processo e contribuir para que essa rede de empreendedores esteja cada vez mais fortalecida e que, ao final da jornada, consigam gerar impacto na ponta, contribuir para conservar a floresta e trazer qualidade de vida e geração de renda para as comunidades que vivem na Amazônia.

O  potencial de impacto aproximado dos negócios, entre cinco e dez anos, inclui mais de um milhão de hectares de florestas conservados, mais de 700 mil toneladas carbono evitadas anualmente, 3.700 hectares de florestas recuperadas, centenas de famílias beneficiadas e injeção de cerca de R$ 30 milhões em comunidades locais.

A Amaz é coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), e conta com um fundo de financiamento híbrido (blended finance) de R$ 25 milhões para investimento em negócios de impacto nos próximos cinco anos – o primeiro voltado exclusivamente para a região.  

Tem como fundadores e parceiros estratégicos Fundo Vale, Instituto Humanize, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Good Energies Foundation, Fundo JBS pela Amazônia e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA). Conta também com uma ampla rede de parceiros como Move.Social, Sense-Lab, Mercado Livre, ICE, Costa Brasil, Climate Ventures, SBSA e investidores privados.

Conheça os negócios

► BrCarbon = Climate tech voltada à conservação florestal e restauração ecológica especializada em projetos de carbono. Com equipe altamente qualificada, utiliza estratégias inovadoras e tecnologia de ponta para acelerar, multiplicar e consolidar projetos de carbono e gestão florestal no Brasil.

► Floresta S.A. = Implanta modelos regenerativos de produção agroflorestal em escala, com um portfólio de dez culturas agrícolas e madeireiras. Além de produtos da bioeconomia, traz ao mercado financeiro oportunidade de investimento direto em agrofloresta na Amazônia, com rentabilidade alvo de 17% ao ano.

 Inocas = Tem como objetivo gerar uma alternativa ao óleo de soja e palma, alavancando a cadeia produtiva da macaúba como fonte de óleos vegetais sustentáveis. O piloto da companhia está localizado na região do bioma cerrado no Alto Paranaíba, em MG, e terá implementado, até o final de 2021, o plantio de 2 mil hectares de macaúba em sistema agrossilvipastoril em parceria com agricultores familiares. Com a entrada na Amaz, a empresa expandirá sua atuação para a Amazônia Legal em 2022.

► Mahta = Food tech que atua na área de suplementos alimentares produzidos com ingredientes predominantemente provenientes de comunidades amazônicas. Objetiva gerar inovação e valor, além de reduzir os impactos ambientais negativos, por meio de cadeias produtivas com a participação de comunidades locais – modelo que pode ser replicado para uma mudança sistêmica na indústria alimentícia. Simultaneamente, entrega valor nutricional diferenciado aos consumidores, impulsionando a conservação e a regeneração da Amazônia.

► Soul Brasil Cuisine = Tem como missão apresentar produtos com ingredientes da biodiversidade brasileira – especialmente a amazônica – sustentáveis, orgânicos, veganos e livres de substâncias artificiais para o Brasil e o mundo. Está no mercado há quase três anos, presente principalmente em empórios e supermercados do eixo Rio e São Paulo, além de exportar para Estados Unidos e Europa. Os produtos têm certificação orgânica.

► Vivalá = Realiza expedições em Unidades de Conservação brasileiras por meio do turismo de base comunitária. Promove o desenvolvimento socioambiental do país de modo inovador, unindo em expedições vivências com comunidades e natureza. Já engajou mais de 900 viajantes de 10 países e injetou R$ 627 mil diretamente em comunidades tradicionais pela compra de serviços de base comunitária.