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A caça pode estar associada a fatores como alimentação, defesa pessoal, comércio para a indústria da moda, lazer ou esporte e controle populacional

Caça é o nome dado à prática de capturar ou matar animais, perseguindo, prendendo ou rastreando-os intencionalmente. Seu alvo principal são animais silvestres, embora existam ocorrências de caça a animais domésticos. A caça pode estar associada a fatores como alimentação, defesa pessoal, comércio para a indústria da moda, lazer ou esporte e controle populacional. 

De modo geral, a caça é proibida no Brasil – com exceção das caças de subsistência e científica e do javaporco – e, mesmo assim, é uma atividade amplamente praticada, com milhares de animais sendo abatidos anualmente em todas as regiões do País. 

Javaporco

Javaporco é um animal híbrido, resultado do cruzamento de javali e porco. Ele é um animal grande que pode chegar facilmente aos 200 quilos. O javaporco se adapta a qualquer ambiente e se reproduz com bastante facilidade, tendo cerca de dez filhotes por gestação até três vezes por ano.

Ao chegarem ao Brasil, os javaporcos, ferozes e agressivos, passaram a invadir as plantações em bandos, devorando e destruindo tudo. Isso fez com que muitos produtores adotassem a caça para controle dos animais. Contam eles que os animais chegavam em bandos de até 50 javaporcos. Isso fez com que, em 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) permitisse o abate para controlar os animais.

No período entre 2019 e 2020, cerca de 100 mil javaporcos foram abatidos. Exterminar populações inteiras de javaporcos, entretanto, é uma missão praticamente impossível. Eles se procriam em uma velocidade surpreendente e, em geral, possuem alta capacidade cognitiva e boa memória.

Na região Sul e Sudeste, tornou-se comum o consumo de carne de javaporco, sobretudo na forma de churrasco. Mas pesquisas apontam os riscos dessa prática.

Espécies alvo de caçadores

Uma pesquisa levantou o número de animais abatidos na Amazônia ao longo do século XX. Realizada em parceria entre pesquisadores brasileiros e britânicos e publicada na revista Science Advances, ela focou em quantificar o impacto da caça na Amazônia durante as seis primeiras décadas do século passado.

O período entre os anos 1930 e 1960 é conhecido como “época da fantasia” em diversas regiões da Amazônia. “Fantasia” eram as peles de animais exportadas para o mercado da moda europeu e norte-americano. Estima-se que só a venda de pele das espécies mais exploradas movimentou aproximadamente US$ 500 milhões durante o auge desse comércio. 

De 1904 a 1969, cerca de 23 milhões de animais silvestres foram mortos para suprir o consumo de couros e peles. Apenas em 1967, com a Lei da Fauna, a atividade tornou-se proibida. 

Entre as espécies mais visadas pelos caçadores de animais, estavam: caititu, jacaré-açu, capivara, onça-pintada, peixe-boi, ariranha e lontra.

Consequências

A retirada constante de animais de uma mesma espécie pode levar a extinções locais ou totais, além de afetar outras espécies com as quais ela se relaciona. A redução das populações de animais de uma espécie também é um fator favorável à extinção pelo fato de facilitar o cruzamento entre parentes, o que empobrece a diversidade genética e dificulta a adaptação dos animais às mudanças ambientais.

A caça contribui para o desequilíbrio ecológico, causando mudanças na cadeia alimentar dos habitats em que foram retirados. Além disso, ela reduz consideravelmente a biodiversidade de um determinado ambiente.

Outras consequências ambientais geradas pela caça incluem a introdução de espécies exóticas, a disseminação de doenças e a interrupção de processos ecossistêmicos e serviços ecológicos como a polinização, a dispersão das sementes, o controle populacional de outros animais, e, em médio e longo prazos, a extinção das espécies sobrexplotadas. Dentre essas questões, se destacam os problemas decorrentes das invasões biológicas, que são uma das grandes preocupações ambientais e ameaça primária à biodiversidade global.

Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), criada em 1964, tem como objetivo prover informações a respeito da conservação dos seres vivos do planeta. Ela apresenta dados relevantes da fauna e flora, mas não apresenta dados a respeito de micro-organismos.

A Lista Vermelha serve como um alerta sobre a constante perda de biodiversidade verificada na Terra. Com esses dados, é possível embasar a luta por políticas de conservação e tentar impedir a extinção de várias espécies. A lista vermelha apresenta nove diferentes categorias para classificar um organismo vivo. Confira o significado de cada uma delas:

Categorias

  • Extinto (Extinct – EX): nenhum exemplar da espécie analisada está vivo na natureza ou em cativeiros;
  • Extinto na natureza (Extinct in the Wild – EW): a espécie analisada não é mais encontrada em seu habitat natural, existindo apenas representantes em cativeiros;
  • Criticamente em perigo (Critically Endangered – CR): a espécie classificada como criticamente ameaçada corre um risco extremamente alto de ser extinta da natureza;
  • Em perigo (Endangered – EN): a espécie estudada apresenta um risco elevado de entrar em extinção em seu habitat;
  • Vulnerável (Vulnerable – VU): a espécie vulnerável é aquela que apresenta riscos de entrar em extinção na natureza;
  • Quase ameaçado (Near Threatened – NT): uma espécie quase ameaçada é aquela que necessita de medidas de conservação para que não se torne vulnerável à extinção;
  • Pouco preocupante (Least Concern – LC): quando comparadas às outras categorias, as espécies classificadas como pouco preocupantes não apresentam muitos riscos de extinção;
  • Dados deficientes (Data Deficient – DD): a espécie estudada não possui dados suficientes para avaliar o nível de conservação;
  • Não avaliado (Not Evaluated – NE): as espécies classificadas nessa categoria não foram avaliadas pelos critérios da IUCN.

Por que as pessoas caçam por esporte?

Pesquisas sugerem que o narcisismo, o maquiavelismo e a psicopatia estão todos envolvidos. Os narcisistas têm um senso inflado de si mesmos e anseiam por atenção positiva. Para manter esse nível inflado de autoestima, eles se engajam em estratégias para manter e desenvolver sua auto-imagem, como posar com um leão que acabaram de matar.

Os maquiavélicos, por sua vez, manipulam situações sociais para seus próprios fins, assim como imagens de mídia social cuidadosamente gerenciadas. Os psicopatas carecem de empatia e não experimentam o mesmo nível de emoção sobre o sofrimento dos outros, sejam humanos ou animais. Dessa maneira, os animais podem ser usados como adereços para manter sua auto-imagem de superioridade sem culpa ou consciência.

Em um estudo sobre a ligação entre os traços comportamentais e as atitudes em relação aos animais, os pesquisadores descobriram que a crueldade animal é um indicador de comportamento antissocial violento. Eles descobriram que atitudes menos positivas em relação aos animais estavam associadas a níveis mais altos de traços de psicopatia.