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Presente em humanos e animais vertebrados, vírus da varíola dos macacos infecta organismo por meio do contato com sangue ou saliva contaminados

O que é varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença conhecida por apresentar sintomas como febre, dores corporais e lesões na pele. Ela é causada pelo vírus Monkeypox vírus, pertencente à família Poxviridae e ao gênero Orthopoxvirus. Por ser uma zoonose silvestre, a varíola dos macacos é transmitida entre animais vertebrados e humanos. 

A doença é semelhante à varíola comum, conhecida por apresentar sintomas parecidos, como fortes dores de cabeça, febre e dores nas costas. Entretanto, a varíola dos macacos tem menor taxa de contágio e sintomas menos severos.

O vírus recebeu esse nome porque sua primeira ocorrência foi observada em 1958 em macacos que estavam a caminho de Copenhagen, na Dinamarca, para serem estudados. Entretanto, isso não significa que os macacos são os principais portadores da doença, já que outras espécies também são suscetíveis a infecção, como o rato-gigante-africano, arganazes africanos e esquilo-pigmeu africano.

Por outro lado, o primeiro caso humano documentado foi no ano de 1970 na República Democrática do Congo, e, mais adiante, em outros países localizados na África Ocidental e Central em áreas de florestas tropicais. Também há casos confirmados da varíola dos macacos em países não africanos, como os Estados Unidos, devido a viagens internacionais e importações de animais infectados. 

A varíola dos macacos pode ser dividida em dois tipos de vírus, o da África Ocidental, que tem uma taxa de mortalidade de 1%, e o da África Central, que possui uma taxa mais alta, de 10%. 

No mês de maio de 2022, uma cepa diferente do vírus da varíola foi detectada em Portugal e se espalhou por mais de 10 países, como Reino Unido e Canadá. Dentre suas distinções com as outras cepas, ela possui sintomas mais leves e uma menor taxa de mortalidade, apesar de ser similar à originada na África Ocidental.

  Sintomas 

Alguns dos sintomas e sinais identificados da varíola dos macacos são:

É importante mencionar que a taxa de letalidade desse vírus é de cerca de 3-6%, e os sintomas duram em torno de duas a quatro semanas.

Como contrair a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados por secreções e fluidos, como a saliva da tosse, ou por contato próximo com lesões corporais de pessoas e animais. Outros tipos de transmissões se dão pelo consumo e caça de animais silvestres que possam conter a doença, ou pelas suas mordidas.

O que uma mordida de macaco pode causar?

Infectado por zoonoses como a varíola dos macacos, o animal pode transmiti-las para humanos através de suas mordidas. 

Uma das zoonoses mais comuns é a raiva, doença viral disseminada por vários mamíferos, causando sintomas como fraqueza, angústia, dor de cabeça e dor de garganta, além de outros mais graves, como espasmos musculares involuntários.

Tratamento

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é curada sozinha num período de duas a quatro semanas, e não há um tratamento específico. Porém, casos mais severos podem ocorrer entre crianças e pacientes com comorbidades. 

A organização também ressalta que a vacinação contra a varíola comum se mostra eficaz na redução dos sintomas da varíola dos macacos. Uma vez infectada, a recomendação é que a pessoa fique em isolamento e observação por 21 dias.

Prevenção

O Instituto Butantan recomenda que moradores ou viajantes de países endêmicos evitem o contato com animais contaminados e o consumo de caça selvagem, como também a prática em si. Entre outras recomendações de prevenção, também é necessário higienizar as mãos com água e sabão, ou álcool em gel, e evitar contato com pessoas infectadas.

A culpa é dos macacos?

Vale ressaltar que os macacos não possuem a culpa da transmissão do vírus, já que o evento responsável tem a denominação de “spillover”, termo em inglês que significa “transbordamento”. Essa expressão é usada para descrever uma situação em que um vírus se adapta e migra de uma espécie hospedeira para outra. Portanto, a culpa não é do macaco, e nem de outros animais.

É importante entender esse processo, já que, no passado, casos de caça a animais foram justificados pelo fato de  transmitirem alguma doença. No Brasil, é válido destacar a Lei Nº 9.605, Art. 29 da Constituição, que impõe uma pena de seis meses a um ano para pessoas que caçam, matam ou capturam animais silvestres da fauna brasileira, além de pagar multas.

Dessa forma, a caça não é a solução. Além disso, ela também pode desencadear o aumento da disseminação, já que o contato com animais contaminados, vivos ou mortos, pode infectar o caçador.