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Triglicerídeos são gorduras presentes no sangue que, em altas quantidades, podem trazer sérias consequências à saúde

Imagem de PM Shamika no Unsplash

Ao realizar um exame de sangue, é comum que se avalie os níveis dos triglicerídeos e do colesterol. Esses dois componentes são diferentes tipos de gorduras que circulam no sangue. Enquanto os triglicerídeos armazenam calorias não utilizadas e fornecem energia ao corpo, o colesterol é usado para construir células e certos hormônios.

Se os triglicerídeos não estiverem em níveis adequados, pode haver aumento do risco de derrames, doenças do coração e ataque cardíaco. Adotar alguns hábitos saudáveis pode ajudar a manter os níveis equilibrados.

O que são triglicerídeos?

Os triglicerídeos, também chamados de triglicérides, são gorduras ou lipídios encontrados no sangue. Eles surgem a partir da ingestão dos alimentos, pois, depois de comer, o corpo converte todas as calorias que não precisam ser usadas imediatamente em triglicerídeos.

Em sequência, esses lipídios são armazenados em células de gordura e, mais tarde, hormônios do corpo liberam os triglicerídeos para obter energia entre as refeições.

Quando há alta ingestão de calorias, em números maiores do que o valor de queima, o corpo pode ter triglicerídeos altos, uma condição que também pode ser chamada de hipertrigliceridemia.

Triglicerídeos alto, baixo e normal

Os valores recomendados para avaliar o nível de triglicerídeos são esses:

  • Normal: menor que 150 mg / dL (1,7 mmol/L)
  • Nível limite: de 150 a 199 mg / dL (1,8 a 2,2 mmol/L)
  • Alto: de 200 a 499 mg / dL (2,3 a 5,6 mmol/L)
  • Muito alto: 500 mg / dL ou superior (5,7 mmol/L ou superior)

Esses níveis precisam ser acompanhados, porque triglicerídeos elevados podem trazer uma série de consequências para a saúde.

Consequências dos triglicerídeos elevados

Os níveis elevados de triglicerídeos podem contribuir para o endurecimento das artérias ou espessamento das paredes delas. Isso aumenta o risco de acidente vascular cerebral, bem como ataque cardíaco e outras doenças do coração. Triglicerídeos altos também podem causar inflamação aguda no pâncreas, condição conhecida como pancreatite.

Além disso, a hipertrigliceridemia está associada à obesidade e à síndrome metabólica. Essas condições incluem muita gordura ao redor da cintura, pressão alta, triglicerídeos elevados, altos níveis de açúcar no sangue e níveis anormais de colesterol. Tudo isso é prejudicial à saúde e traz maiores riscos ao coração.

Fatores de risco

Algumas questões de estilo de vida influenciam nos níveis de triglicerídeos e, muitas vezes, são as principais causas por trás dos índices elevados. Entre eles, podemos citar:

Dieta

Alguns alimentos podem afetar os níveis de triglicérides do corpo. Os mais influentes, nesse caso, são os carboidratos e as gorduras.

Os alimentos ricos em carboidratos com índice glicêmico mais baixo, como frutas, vegetais e grãos inteiros, reduzem os níveis de triglicerídeos. Por outro lado, os carboidratos de alto índice glicêmico, como alimentos gordurosos e repletos de açúcar, aumentam os níveis desses lipídios.

Cigarros

Fumar também afeta o organismo, podendo causar resistência à insulina, uma condição na qual o corpo não responde a essa substância que ajuda a quebrar os triglicerídeos.

Sobrepeso e obesidade

Quanto maior o nível de sobrepeso, maiores as reservas de energia não exploradas. Com isso, os níveis de triglicerídeos também tendem a ser maiores.

Falta de exercícios físicos e sedentarismo

Os exercícios físicos usam a energia do corpo. Então, durante a prática, os triglicerídeos armazenados são decompostos e usados para isso. Por outro lado, se a energia não for utilizada, os triglicerídeos permanecem no corpo, podendo chegar a níveis elevados.

De maneira análoga, o sedentarismo aumenta os efeitos prejudiciais de não se exercitar e pode até mesmo impedir que você obtenha os benefícios do exercício físico.

Excesso de álcool

O consumo excessivo de álcool pode afetar os lipídios. Estudos sugerem que a relação entre o álcool e os níveis de triglicerídeos está relacionada ao efeito do álcool no pâncreas e no fígado. Recomenda-se que haja um limite no consumo de bebidas.

Exame de triglicerídeos

Para verificar os níveis de triglicerídeos e diagnosticar possíveis distúrbios, é feito um exame de sangue. Esse exame, também chamado de lipidograma e perfil lipídico, mede o colesterol total (LDL e HDL) e os triglicerídeos em miligramas por decilitro (mg/dL). Para realizá-lo, a orientação médica provavelmente será de um jejum de 8 a 12 horas.

Formas de diminuir os níveis de triglicerídeos

Os níveis de triglicérides são influenciados por alguns hábitos. Confira algumas recomendações que ajudam a manter esses níveis em limites saudáveis:

Tenha uma dieta equilibrada, com menos açúcar e carboidratos

O açúcar está presente em muitos alimentos sem que nós sequer percebamos a quantidade que estamos ingerindo.

Estudos mostraram que pessoas habituadas a consumirem quantidades elevadas de açúcar tinham duas vezes mais chances de morrer de doenças cardíacas. Outro estudo descobriu que o consumo dessa substância está associado a níveis mais elevados de triglicerídeos no sangue em crianças (confira estudos a respeito: 1, 2).

Além disso, pesquisas analisaram os efeitos das dietas com baixo e alto teor de carboidratos e constataram que o grupo da dieta com baixo teor teve maiores reduções nos triglicerídeos no sangue (confira estudos: 3, 4).

Nesse sentido, seguir uma dieta com baixo teor de carboidratos e açúcar pode auxiliar no controle dos triglicérides.

Coma mais fibra

As fibras estão em diversos alimentos, como frutas, vegetais, nozes e leguminosas. Incluir mais fibras na dieta pode diminuir a absorção de gordura e açúcar do intestino no delgado, consequentemente, ajudando a diminuir a quantidade de triglicerídeos no sangue.

Fuja das gorduras trans e busque as gorduras insaturadas

As gorduras trans são substâncias artificiais adicionadas aos alimentos processados para aumentar sua vida útil. Elas são encontradas em alimentos fritos e assados industrialmente e são atribuídas a muitos problemas de saúde, incluindo o aumento dos níveis de triglicerídeos no sangue, elevados níveis de colesterol LDL e doenças cardíacas (confira estudos a respeito: 5, 6, 7).

As gorduras mono e poli-insaturadas, por outro lado, podem reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue, principalmente quando substituem outros tipos de gordura (confira estudos a respeito: 8, 9, 10). As gorduras monoinsaturadas estão presentes em alimentos como azeite, nozes e abacate, e as poli-insaturadas em óleos vegetais.

Evite o consumo de álcool

O álcool é rico em calorias que, se não forem utilizadas, podem ser convertidas em triglicérides e armazenadas nas células de gordura. Alguns estudos mostraram que o consumo de álcool pode aumentar os triglicerídeos no sangue (confira estudos a respeito: 11, 12, 13, 14). O ideal é optar por um consumo bem moderado, sobretudo se você já estiver com triglicérides elevados.

Pratique exercícios físicos

O exercício físico é bastante eficaz na redução dos triglicérides, principalmente os aeróbicos, tais como caminhada, corrida, ciclismo e natação (confira estudos a respeito: 15, 16).

As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) são de 60 minutos de atividades físicas moderadas ou intensas para crianças e adolescentes e 150 minutos por semana para idades a partir dos 18 anos.

Chá para baixar triglicerídeos

Chás medicinais também podem ajudar em casos de triglicérides altos. Em um estudo, o chá verde ajudou a reduzir o colesterol LDL e os triglicerídeos.

Em outro ensaio clínico, pessoas que beberam três xícaras de chá preto por dia tiveram níveis de triglicerídeos em média 36% mais baixos e uma melhora de 17% em seus perfis de colesterol. No entanto, esse chá pode ter altos níveis de cafeína, o que pode ser ruim para quem tem pressão alta.

Por fim, vale dizer que não existe nenhum método milagroso para substituir uma boa orientação médica. No entanto, hábitos saudáveis são essenciais para buscar a saúde e o equilíbrio de lipídios e outras substâncias no corpo.


Fontes: Everyday Health, Healthline (1, 2), Mayo Clinic, Very Well Health e WebMD.


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