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Ciência tenta explicar por que todo mundo gosta de ouvir músicas que fazem chorar, também conhecidas no Brasil como "sofrência”

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A cantora britânica Adele vem dominando a cena musical desde o lançamento de seu primeiro álbum, 19, em 2006. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs cativados pela sua voz e pelo conteúdo de suas músicas. 

Seu reportório é mundialmente conhecido por ser composto de canções mais tristes, com temas emocionais. A sua popularidade na década do streaming, afinal, pode ser explicada pela ciência.

Como isso acontece?

Não é óbvio o porquê de gostarmos tanto de músicas feitas para nos sentirmos tristes. Porém, existem explicações biológicas e psicológicas que podem justificar esse hábito. 

Na biologia, quando experienciamos perda ou empatizamos com os sentimentos alheios, liberamos hormônios como a prolactina e a ocitocina. Este último, também é conhecido como “hormônio do amor”. 

Não é comprovado que o cérebro produz esses hormônios quando ouvimos músicas tristes, como as da cantora Adele. Mas, existem teorias que endossam que isso poderia explicar o porquê de nos sentirmos tão bem depois de uma sofrência. 

Na psicologia, é explicado em como o ser humano é “movido” pela música. Esse não é um acontecimento único e incentiva a conexão entre as pessoas, um certo nível de empatia é ganhado. 

Músicas como as da Adele podem trazer à tona lembranças do passado. Portanto, não é a tristeza que faz com que nos sentimos bem, e sim, a nostalgia. 

Outra teoria na psicologia é que as músicas tristes são como uma “academia” onde podemos exercitar emoções “simuladas”. Isso nos dá a opção de experienciar a tristeza sem o comprometimento de ficarmos tristes, além de conseguirmos aprender com essa emoção. Essas práticas podem aumentar os níveis de empatia e nos preparar para experiências futuras. 

Mas, é claro, isso não é exclusivo para ouvintes da Adele. Outras artistas que ganharam popularidade nos últimos anos, como Taylor Swift e Marília Mendonça, têm seu repertório cheio de músicas tristes. Nos últimos dias, as duas cantoras citadas quebraram recordes no serviço de streaming de música do Spotify.

Outra explicação é que as músicas de Adele são populares por serem bonitas, e não tristes. A cantora, agora com três álbuns de estúdio, produz mais do que músicas tristes.