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Seitan, também chamado de carne de glúten é saboroso e rico em proteínas; entretanto, é um alimento altamente processado

Imagem de Sigmund no Unsplash

Seitan, também chamado de carne de glúten, é um substituto proteico popular plant based para alimentos de origem animal, como a carne. Entretanto, por ser uma alimento altamente processado e constituído por grande quantidade de glúten, existem algumas preocupações sobre os seus possíveis efeitos negativos à saúde.

O que é o Seitan?

O seitan é produzido a partir da lavagem da farinha de trigo com água. O que resta é uma massa pegajosa de proteína pura do glúten que pode ser temperada, cozida e usada em pratos veganos ou vegetarianos como substituto da carne.

Como fazer

O seitan é facilmente encontrado em mercados de produtos para veganos e vegetarianos. Entretanto, é possível fazer seitan em casa. Veja o vídeo do canal Vegetarirango, que explica como fazer seitan:

Você ainda pode preparar o seitan:

  • Marinado, assado e cortado em fatias como carne
  • Usado como substituto da carne moída
  • Fatiado em tiras salteados
  • Coberto com molho barbecue e servido como prato principal
  • Empanados e fritos como tiras de frango
  • Cozido em guisados ​​de inverno
  • Enfiado em espetos e assado ou grelhado
  • Cozido em caldo para absorver o sabor extra
  • Cozido no vapor para um sabor mais leve

Propriedades

Uma porção de 30 g de seitan contém:

  • Calorias: 104
  • Proteínas: 21 gramas
  • Selênio: 16% do IDR (Ingestão Diária Recomendada)
  • Ferro: 8% do IDR
  • Fósforo: 7% do IDR
  • Cálcio: 4% do IDR
  • Cobre: 3% do IDR

Também é extremamente pobre em carboidratos, uma vez que todo o amido normalmente encontrado na farinha de trigo é removido no processo de fabricação do seitan. Uma porção contém apenas 4 gramas de carboidratos.

Como os grãos de trigo são quase isentos de gordura, o seitan também contém muito pouca gordura. Uma porção de 30g contém apenas 0,5 gramas de gordura.

O seitan contém aproximadamente a mesma quantidade de proteína que a carne animal e é uma boa fonte de vários minerais. Também é pobre em carboidratos e gorduras; sua é densa e saborosa, por isso é um substituto de carne muito mais convincente do que o tofu ou o tempeh  apesar destes serem alternativas mais saudáveis.

É um alimento não tão saudável

O seitan pode ser nutritivo, mas ainda é um alimento altamente processado. Ele não existe por natureza. Só pode ser feito com a lavagem de todo o amido da massa de farinha de trigo. Porém, ele não é rico em calorias, açúcar ou gordura. Por causa disso, pode não contribuir para a obesidade como outros alimentos ultraprocessados..

Certas pessoas devem evitá-lo

Como o seitan é feito de farinha de trigo, deve ser evitado por pessoas que não podem comer trigo ou glúten.

Isso inclui pessoas com alergia, sensibilidade ou intolerância ao trigo ou ao glúten e especialmente aquelas com doença celíaca, uma doença autoimune grave que é desencadeada pelo glúten.

Pode fazer mal para o intestino

Como o seitan é feito de glúten puro, ele pode ser nocivo para o intestino. 

Em um intestino normal e funcionando adequadamente, a permeabilidade intestinal é rigidamente regulada para que apenas pequenas partículas de alimentos possam passar para a corrente sanguínea.

Mas, às vezes, o intestino pode ficar “furado”, permitindo a passagem de partículas maiores. Isso é chamado de permeabilidade intestinal aumentada e está associado a um maior risco de sensibilidades alimentares, inflamação e doenças autoimunes (confira aqui estudos a respeito: (1 e 2 e 3).

Vários estudos de tubo de ensaio descobriram que comer glúten pode aumentar a permeabilidade intestinal, mesmo em pessoas sem doença celíaca ou sensibilidade ao glúten (confira aqui os estudos a respeito: 4 e 5).

Se comer glúten causa efeitos colaterais desagradáveis ​​como gases, inchaço, diarreia ou dor nas articulações, você pode tentar removê-lo de sua dieta (6 7). Procure consumir proteínas vegetais saudáveis como quinoa, grão-de-bico, arroz e feijão, entre outras que você pode conferir na matéria: “As melhores fontes de proteína vegetal“.


Fontes: Healthline, NutritionData NCBI 123, 456 7 e Draxe

Veja também:

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  • O que é páprica, para que serve e seus benefícios
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