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Restauração Florestal contribui para mitigar as mudanças climáticas, adaptar sistemas produtivos às condições do clima e promover a economia florestal

Restauração Florestal é uma modalidade da Restauração Ecológica com foco nos ecossistemas florestais. De maneira geral, a Restauração Ecológica pode ser entendida como a atividade de recuperação da saúde, integridade e sustentabilidade de um ecossistema. Frequentemente, o ecossistema que necessita de restauração foi degradado, perturbado, transformado ou destruído como resultado direto ou indireto de ações humanas. Em alguns casos, esses impactos foram causados ou agravados por agentes naturais como enchentes, tempestades ou erupções vulcânicas, e a um ponto no qual o ecossistema não pode recuperar seu estado anterior à perturbação.

Assim, a Restauração Florestal busca promover o retorno de uma floresta em uma área em que a vegetação nativa foi removida ou impactada por atividades humanas. Vale ressaltar que a restauração de uma floresta em uma área degradada para a sua condição original ou próxima dessa condição, em termos de biodiversidade, estrutura e processos ecológicos é um processo lento e, muitas vezes, o mais importante é criar condições para que esse retorno aconteça em médios e longos prazos.

Outro aspecto importante é o que diz respeito à aplicação do conceito de Restauração Florestal, pois uma vez que este se refere ao retorno do ecossistema florestal, fica evidente que a atividade deve ser realizada em áreas antes ocupadas por florestas nativas. A restauração de ecossistemas não florestais, como campos nativos, por exemplo, deve ser realizada com espécies daqueles ecossistemas, portanto, é preciso conhecer o histórico de uma área e o tipo de vegetação original da região em que está inserida antes de se indicar espécies e técnicas de restauração.

Restaurar paisagens e áreas degradadas contribui para mitigar as mudanças climáticas, adaptar sistemas produtivos às condições do clima e promover a economia florestal.

Restauração Ecológica

Restauração Ecológica é definida como um processo de alteração intencional de um habitat para que seja possível estabelecer um ecossistema definido, natural e histórico do local. O objetivo desse processo é imitar a estrutura, função, diversidade e dinâmica do ecossistema que existia originalmente nesse ambiente. A Restauração Ecológica é induzida pelo ser humano para recuperar as condições ambientais de um ecossistema perturbado, e inclui um trabalho com a vegetação, fauna, flora, clima, soloágua e micro-organismos.

Para que o procedimento seja bem sucedido é fundamental que haja uma combinação de conhecimentos científicos de inúmeras áreas, como a ecofisiologia das espécies, a dinâmica dos nutrientes e o resgate histórico e natural do ecossistema. Outro ponto importante para que o processo de Restauração Ecológica de um ecossistema natural tenha êxito é a capacidade do sistema ser auto-sustentável tanto em termos ecológicos como em termos sociais, possibilitando a geração de recursos para as comunidades ao entorno.

Como dito anteriormente, a Restauração Florestal é uma modalidade da restauração ecológica com foco nos ecossistemas florestais.

Por que restaurar?

O Brasil possui diversas áreas degradadas que não são capazes de desempenhar seu papel ecológico e gerar renda. São locais de baixa produtividade agropecuária e que foram desmatadas, mal manejadas ou abandonadas.

Ao restaurar essas áreas, pode-se solucionar duas questões. Ao mesmo tempo em que a restauração é uma boa medida para proteger o solo, melhorar o clima, a qualidade das águas e preservar a biodiversidade, ela também desenvolve uma economia florestal. As florestas plantadas podem gerar renda para o produtor rural com a produção de madeira de espécies nativas, de produtos não-madeireiros, como frutas, castanhas e sementes – e combater o desmatamento ilegal.

Como saber se a Restauração foi alcançada?

De acordo com um estudo, pode-se dizer que um ambiente foi restaurado e recuperado quando passa a contar com recursos suficientes para se desenvolver mesmo sem assistência ou subsídio. O ecossistema deve ter como se sustentar sozinho de forma estrutural e funcional. Além disso, ele deve interagir de forma positiva com o meio ao redor.

Existem nove atributos que fornecem uma base para determinar quando a Restauração Ecológica foi alcançada, segundo a Society for Ecological Restoration International (Sociedade Internacional para a Restauração Ecológica, em tradução livre). A expressão de todos os atributos não é essencial para provar uma restauração. Ao contrário, eles apenas demonstram um caminho adequado ao desenvolvimento do projeto.

Ainda de acordo com a instituição, alguns atributos são facilmente mensuráveis. Outros precisam ser avaliados indiretamente, incluindo a maior parte das funções de ecossistemas, que não podem ser estimadas sem esforços de pesquisa que excedem as capacidades e orçamentos da maior parte dos projetos de restauração.

  1. O ecossistema restaurado contém um conjunto característico de espécies que ocorrem em ecossistemas de referência;
  2. O ecossistema restaurado é formado em sua maior parte por espécies nativas. Admite-se espécies exóticas domesticadas que não atrapalhem o desenvolvimento das espécies nativas. Plantas ruderais, isto é, que colonizam áreas perturbadas também são importantes na restauração;
  3. Os grupos funcionais necessários para o desenvolvimento contínuo ou estabilidade do ecossistema restaurado são representados por espécies capazes de colonizar meios naturais;
  4. O ambiente físico do ecossistema restaurado é capaz de sustentar suficientes populações reprodutivas de espécies para sua estabilidade continuada ou desenvolvimento ao longo da trajetória desejada;
  5. O ecossistema restaurado funciona normalmente para seu estágio ecológico de desenvolvimento e não há sinais de disfunção;
  6. O ecossistema restaurado é integrado em uma ampla paisagem ou matriz ecológica que interage através de trocas e fluxos bióticos e abióticos;
  7. Ameaças potenciais da paisagem circundante à saúde e integridade do ecossistema restaurado foram eliminadas ou reduzidas ao máximo possível;
  8. O ecossistema restaurado é resiliente para suportar eventos estressantes normais e periódicos no ambiente local que servem para manter a integridade do ecossistema;
  9. O ecossistema restaurado é auto-sustentado no mesmo grau que seu ecossistema de referência e tem o potencial de persistir sob as condições ambientais existentes. Além disso, aspectos da sua biodiversidade, estrutura e funcionamento podem mudar como parte do desenvolvimento normal de um ecossistema, e podem variar em resposta a estresses periódicos normais e perturbações ocasionais. Assim como em qualquer ecossistema intacto, a composição de espécies e outros atributos de ecossistemas restaurados pode evoluir conforme mudem as condições ambientais.