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Plataforma possibilita acesso a documentos, vídeos, fotos, infográficos e outros materiais sobre as áreas protegidas no Brasil

Criado por meio da colaboração de dezenas de instituições de reconhecimento internacional que atuam na área socioambiental, o Portal foi lançado em 24/6/2021, e possibilita acesso a documentos, vídeos, fotos, infográficos e outros materiais sobre as áreas protegidas no Brasil.

Os conteúdos são disponibilizados por instituições ligadas à área socioambiental e, após submetidos a uma análise técnico-científica que visa assegurar a qualidade do material, passam a integrar o portal. 

A intenção é reunir esforços para o desenvolvimento sustentável com a participação da sociedade civil organizada, das instituições públicas e governamentais e de toda a população.

Organizações de toda natureza, desde que legalmente constituídas, podem contribuir com conteúdo em diversos formatos.

“Buscamos criar um espaço em que informações provenientes de fontes confiáveis, aferidas por uma equipe de curadores, estejam disponíveis a qualquer interessado no tema de áreas protegidas, ” diz Sylvia Mitraud, secretária executiva da iniciativa. 

A iniciativa já disponibiliza ao público um acervo robusto com estudos, análises e a situação ambiental na Amazônia, e em breve incorporará material sobre a Mata Atlântica. A proposta é que o portal inclua conhecimento sobre todos os biomas do país.

Conteúdo colaborativo e mobilização
Considerando que a alimentação do portal acontece de forma colaborativa, a curadoria de conteúdo é um aspecto central, responsável por garantir a qualidade da informação.

“Temos parceiros atuando nessa curadoria, e vamos convidar mais pessoas, especialistas, povos indígenas, enfim, que possam nos ajudar cada vez mais a analisar esses conteúdos. O portal está aberto e fazemos busca ativa de novos parceiros”, diz Sylvia.

Edel Moraes, extrativista, mestre em desenvolvimento sustentável e vice-presidente do Memorial Chico Mendes, participou do lançamento do Portal e destacou a importância da atuação das comunidades nessa curadoria, compartilhando a sua sabedoria e lutas para engajar mais pessoas.

“Talvez eu seja uma das primeiras da minha comunidade a ter um título. Hoje escrevo e publico, e é muito importante termos essa visibilidade. Estamos em processo de deixar de ser objeto da pesquisa e nos tornar pesquisadores. Podemos debater o que estão produzindo sobre nós. As populações tradicionais são habitualmente tratadas como invisíveis e quando se fala de preservação de florestas o que é lembrado é que a proteção é voltada aos rios, às plantas, aos animais, mas nunca que ali há pessoas que também necessitam ser protegidas”, conclui.

O Portal cumpre, assim, duas funções: criar o engajamento da sociedade para o apoio direto e indireto às ações de defesa, conservação e desenvolvimento sustentável das áreas protegidas do Brasil e promover a educação para a compreensão, valorização e apoio a esses territórios para que eles cumpram seus objetivos como áreas protegidas.

Comunicar a importância das áreas protegidas
“Ter um lugar organizado, com muito conteúdo que tenha passado por essa curadoria, facilita o trabalho de checagem de informação. E também reunir informações sobre sociobiodiversidade, cultura e áreas protegidas ajuda a trazer luz para as histórias. Contribui para uma sociedade democrática, que propicia o acesso gratuito à informação”, disse a jornalista ambiental Paulina Chamorro durante o lançamento do Portal.

Bráulio Dias, biólogo e professor adjunto de ecologia na Universidade de Brasília, destaca a importância do portal no trabalho de educação ambiental e de disseminação de informações confiáveis sobre as unidades de conservação, relembrando que mais de 80% da população brasileira vive nas áreas urbanas e não se beneficia diretamente e com frequência do contato com a natureza e com as áreas protegidas.

“Precisamos comunicar que a proteção da biodiversidade traz produção de oxigênio pelas plantas, serviços ecossistêmicos como polinização, nutrição do solo e contribui para manter sistemas tradicionais de produção de alimentos dos povos indígenas e populações tradicionais. É um patrimônio cultural também que essas áreas protegidas mantêm.”

Unidos pela conservação
O Proteja foi idealizado pelas organizações Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), ISA (Instituto Socioambiental) e WHRC (Woods Hole Research Center). O portal foi desenvolvido com o apoio da Fundação Gordon and Betty Moore e da Agência de Cooperação Alemã – GIZ.

A iniciativa conta com um time de parceiros que somam décadas de experiências e atuação em diversas frentes pela conservação nas áreas protegidas: Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade), FVA (Fundação Vitória Amazônica), Instituto Mamirauá, Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), IFT (Instituto Floresta Tropical), Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), Ipam (Instituto de Pesquisas da Amazônia), IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), Kanindé (Associação de Defesa Etnoambiental), TNC (The Nature Conservancy), WCS Brasil (Wildlife Conservation Society), Woodwell Climate Research Center e o WWF-Brasil.