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Acordo global sobre poluição plástica é aprovado pela ONU na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente

A poluição plástica é derivada do acúmulo de plástico no meio ambiente. Com o aumento da produção do plástico, esse problema se agrava constantemente, sendo uma das questões ambientais mais preocupantes do mundo. 

Isso se dá por diversas questões, sendo sua prevalência no meio ambiente uma delas: é estimado que o plástico demore cerca de 450 anos para se decompor. Cerca de 80% de todos os plásticos que já foram produzidos na história ainda estão presentes no meio ambiente. E, mesmo assim, especialistas acreditam que a sua confecção pode aumentar. 

Entre 2000 e 2015, por exemplo, a produção de plástico teve um aumento de 79%. Além disso, acredita-se que a massa total do material seja de duas vezes a massa de todos os mamíferos presentes no planeta.

Embora o plástico seja um material reciclável, a sua maioria é descartada incorretamente, contribuindo para o agravamento da poluição plástica.

Microplásticos

Os microplásticos são outro agravante para a poluição plástica, provando que a reciclagem não pode ser a principal responsável pela solução do problema.

Esse tipo de plástico é resultado de toda a vida útil do material, sendo liberado de diversas formas e contribuindo para a poluição. A produção, manuseamento, uso e descarte do plástico são responsáveis pela liberação de milhares de micropartículas de plástico pelo mundo. 

A presença do material na natureza é constante, sendo encontrado nos lugares mais remotos da Terra, além de ser persistente. Quando é introduzido no ambiente, sua remoção é quase impossível por conta do seu tamanho. Seu uso na agropecuária também foi apontado como causa da contaminação da produção agrícola.

É quase impossível evitar sua ingestão, uma vez que suas partículas foram encontradas até no ar. O material já foi encontrado na água potável, diversos alimentos e até mesmo no sal de cozinha.

De acordo com especialistas, o microplástico é o maior poluente dos mares. 

Limites planetários

A poluição plástica também resultou na ultrapassagem do limite planetário de poluentes químicos. Os limites planetários foram reconhecidos em 2009 e levam em conta a resiliência do planeta em relação aos danos criados pelo ser humano. Eles indicam qual o máximo de prejuízo que a Terra pode suportar até se tornarem irreversíveis. Inicialmente, quando o termo foi adotado, o limite planetário de poluentes químicos ainda não tinha sido contabilizado. Porém, cientistas conseguiram identificar a ultrapassagem de um nível “seguro”. 

Tratado da poluição plástica

Em março de 2022, a ONU aprovou um tratado que tem o objetivo de tomar medidas para o controle da poluição plástica na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unea). Reconhecendo o tamanho do problema, o tratado foi reconhecido como o maior pacto ambiental desde o acordo feito em Paris em 2015. 

A resolução conta com diversos planos para resolver os problemas derivados do ciclo do plástico. Durante 2022, esses planos serão reunidos e analisados pelo comitê do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e aplicados até o final de 2024, de acordo com a assembleia. 

De acordo com o presidente da Unea, a poluição plástica virou uma epidemia que foi se agravando desde o começo da produção do plástico, mas que estamos no caminho para a cura. 

A economia circular está entre um dos objetivos do tratado. Ela garantiria a redução da produção do plástico e impulsionaria a reciclagem, onde não há desperdício e tudo que possa ser reaproveitado, é utilizado.

A adoção desse sistema econômico poderia resultar na redução de 80% da poluição plástica dos oceanos até 2040, além de ajudar na redução de emissão de gases agravantes do efeito estufa.