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Especialistas acreditam que árvores podem ser mais eficientes que o ar-condicionado para o esfriamento de cidades

Frente aos aumentos de temperatura que vêm alastrando a Europa nas últimas semanas decorrentes da crise climática, especialistas começaram a ir mais a fundo em possíveis soluções para mitigar os efeitos das ilhas de calor urbanas. Enquanto o uso de ar-condicionado pode salvar vidas durante as ondas de calor, ele também contribui para o mesmo problema que resulta nas mudanças climáticas

Desse modo, o ex-conselheiro de Londres, Jon Burke, levou uma estatística importante ao Twitter no último domingo (17): uma única árvore jovem tem a mesma capacidade de cinco ares-condicionados trabalhando 20 horas por dia.

Desde então, diversas fontes foram levantadas com valores similares, mas não idênticos. De acordo com o Serviço Florestal dos Estados Unidos, por exemplo, “o efeito de resfriamento líquido de uma árvore jovem e saudável é equivalente a dez ares-condicionados operando 20 horas por dia”. Já árvores saudáveis e maduras contam com um adicional de 10% dessa capacidade. 

As estatísticas são baseadas, entretanto, no mesmo efeito presente nas árvores — a transpiração. A água que evapora das folhas das plantas podem auxiliar no resfriamento de centros urbanos.  

De acordo com o professor de biomecânica da Universidade de Hull, Roland Ennos, as árvores podem ajudar a fornecer resfriamento de duas maneiras: pela transpiração e providenciando sombra. Embora ambas estatísticas citadas anteriormente mencionem o poder de transpiração da vegetação, o professor alega que a maior parte do poder de resfriamento das árvores é um resultado do sombreamento. 

O calor é relacionado a quantidade de radiação eletromagnética que o ser humano emite e absorve ao seu redor. As árvores, nesses casos, são capazes de bloquear até 90% da radiação solar, aumentando a quantidade de calor que o ser humano perde para o ambiente ao resfriar o solo. Assim, a sombra das árvores é capaz de reduzir a temperatura ambiente entre sete a 15ºC, dependendo da latitude do local. 

Em prédios, o resultado é similar. Pesquisas apontam que a sombra resultante das árvores pode reduzir os custos de ar condicionado de casas isoladas em 20% a 30%.

Por outro lado, os ares-condicionados continuam contribuindo para o aquecimento global — o próprio problema que tentam solucionar. O alto consumo de energia e os fluorocarbonetos usados como refrigerantes destroem a camada de ozônio e contribuem para o aquecimento global.

Portanto, mesmo que o ar condicionado seja essencial para a sobrevivência durante as ondas de calor, o investimento em soluções permanentes é mais viável. A plantação de árvores em centros urbanos é uma dessas soluções, provando-se uma ideia sustentável e plausível para esse problema.