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Entre os riscos na gravidez e as mudanças climáticas capazes de reduzir o desejo de ter filhos, a sustentabilidade pode ter algo a dizer sobre a natalidade

Uma pesquisa publicada pela Universidade da Califórnia, São Francisco, comprovou que a exposição a pesticidas e substâncias químicas liberadas por plásticos pode ser prejudicial durante o período de desenvolvimento de gestantes e fetos.

A pesquisa foi feita durante um período de 12 anos e analisou 103 possíveis químicos. Durante a fase de testes, os cientistas conseguiram observar a existência de cerca de um terço das substâncias analisadas na maioria das participantes do estudo. Em outro caso, 80% dos químicos foram encontrados em pelo menos uma mulher. 

Entre as substâncias encontradas, estavam composições como o neonicotinoide, um inseticida sistêmico que já foi comprovado por prejudicar insetos polinizadores e inviabilizar o amadurecimento de plantas

De acordo com os especialistas que trabalharam na pesquisa, foi possível afirmar que a quantidade de substâncias químicas presentes em grávidas vem aumentado significativamente durante períodos vulneráveis do desenvolvimento do feto e da gestante. 

A exposição a essas substâncias pode ser derivada de diversos fatores, incluindo o ar, água, comida e o plástico em geral. A poluição química, por exemplo, que pode ocorrer dentro de casa também é um possível responsável pela contaminação destas pessoas. 

Assim como qualquer forma de poluição, a poluição química afeta diretamente as mudanças climáticas, sendo uma das causas derivadas das ações humanas para o agravamento da condição.

Além dos efeitos da contaminação por substâncias químicas, uma outra pesquisa, realizada na Universidade de Flinders, na Austrália, como efeito das mudanças climáticas e condições ambientais atuais e futuras, um possível desencorajamento à maternidade pode estar em curso.

O estudo ainda não foi concluído, porém, suas idealizadoras confirmam que o número de pessoas desistindo da gestação vem aumentando diante da “era das mudanças climáticas” — como apelidado pelas pesquisadoras. 

Além dessa desistência, é possível que muitas pessoas tenham decidido limitar suas famílias frente à crise ambiental. 

A incerteza do futuro do planeta e a eco-ansiedade estão cada vez mais presentes no pensamento da população em relação às possibilidades futuras, seja da gestação ou qualquer investimento. As consequências da ação do homem no meio ambiente já são debatidas mundialmente, porém, novos planos e mudanças para retardar os efeitos dos impactos ambientais ainda podem funcionar. 

Um relatório recente do IPCC, por exemplo, sugere que ainda há tempo para que esses impactos sejam revertidos, uma vez que mudanças sejam feitas.