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Mobilidade urbana é uma atividade essencial para a sociedade

A mobilidade urbana é uma atividade essencial para a sociedade, já que se refere à locomoção das pessoas entre os espaços para atender às suas necessidades.

Ela é definida como qualquer tipo de movimento – a pé, de carro, ônibus, bicicleta, skate, cadeira de rodas, trem ou metrô – que tenha como finalidade o deslocamento de um ponto a outro em um espaço geográfico.

Um dos grandes desafios do nosso tempo é que a urbanização e o aumento da concentração de pessoas sem o planejamento adequado inviabiliza a mobilidade urbana.

A preferência pelo transporte individual e a escassez de ciclovias e transporte público nas cidades brasileiras são, com frequência, geradores de congestionamentos e gases do efeito estufa. Esse cenário afeta negativamente a qualidade de vida dos cidadãos.

Nesse contexto, é preciso buscar alternativas sustentáveis e estratégias para enfrentar o desafio da mobilidade urbana. A boa notícia é que já existem algumas possibilidades e exemplos a serem seguidos.

Desafios da mobilidade urbana

Um dos desafios mais nítidos da mobilidade urbana é o congestionamento no trânsito, algo que traz infelicidade aos passageiros. Há pesquisas sobre a mobilidade urbana no Brasil, inclusive, que medem o impacto do trânsito no bem-estar.

Como a mobilidade está associada ao acesso a bens e serviços, também entra em questão a desigualdade socioeconômica.

O Mapa da Desigualdade 2020, realizado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Programa Cidades Sustentáveis, mostra que apenas 18% da população paulistana reside em um raio de até 1 km de estações de transporte de alta capacidade. Os indivíduos que utilizam transportes públicos coletivos, muitas vezes, precisam pegar dois ou mais tipos de modais na viagem.

Se 56,6% das pessoas utilizam o transporte público nos deslocamentos motorizados, ainda há o problema da superlotação dos veículos.

Poluição do ar

Além disso, vale mencionar que muitos veículos, usados em excesso, levam à poluição do ar. Alguns tipos, como carros e ônibus, são movidos a combustíveis fósseis.

Dessa forma, emitem gases de efeito estufa que contribuem para o agravamento das mudanças climáticas. O principal deles é o dióxido de carbono (CO2), mas alguns veículos também podem produzir óxido nitroso e metano.

Esse problema está relacionado à poluição de todo o meio ambiente, afetando, inclusive, a saúde da população. A poluição nas megacidades é proporcional à quantidade de veículos em circulação.

Na Europa, por exemplo, a poluição do ar contribui para mais de 400.000 mortes prematuras por ano, de acordo com um relatório sobre a qualidade do ar da European Environment Agency realizado no ano de 2018.

Mobilidade urbana sustentável

Diante dos desafios e consequências visíveis da mobilidade urbana, surge a mobilidade urbana sustentável, que exige um rigoroso planejamento para diminuir os impactos ambientais das diferentes formas de locomoção, além de melhorar sua qualidade.

Em 2013, na Europa, a Comissão Europeia estabeleceu Planos de Mobilidade Urbana Sustentável dando origem ao conceito: “um plano estratégico que visa satisfazer as necessidades de mobilidade das pessoas e empresas nas cidades e arredores para uma melhor qualidade de vida. Baseia-se nas práticas de planejamento existentes e leva em consideração os princípios de integração, participação e avaliação.”

Ainda no mesmo ano, também entrou em vigor um novo regime automotivo brasileiro, chamado Inovar-Auto, que duraria até 2017, trazendo algumas medidas que privilegiavam o uso de modais menos poluentes, como os carros híbridos.

Também há uma série de diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana que orientam a implantação de um plano de mobilidade urbana municipal, estimulando as prefeituras a desenvolverem projetos que solucionem os desafios de locomoção.

Apesar dessas iniciativas, ainda são necessárias outras atitudes para que não só o problema da poluição do ar seja reduzido, mas também todo o desafio da mobilidade urbana.

Em matéria do Jornal da USP, o professor Strambi destaca três eixos predominantes para uma mobilidade urbana sustentável: o incentivo ao uso do transporte público, a promoção do transporte não-motorizado e o desestímulo ao uso de automóveis.

Veja a seguir algumas medidas ao redor do mundo, listadas pela revista Exame, que têm como objetivo um trânsito mais efetivo e menos poluente. Será que as cidades brasileiras também podem adotar algumas delas? Vamos lá:

1. Los Angeles (EUA): Faixas para carros híbridos e carona

Em Los Angeles, desde o fim dos anos 60, a prefeitura instalou faixas chamadas HOVs (sigla para veículos de alta ocupação), em que carros híbridos, elétricos, modelos de carros para apenas dois passageiros e carros comuns com os lugares preenchidos são exclusivos.

Também há um programa de caronas oficial do governo com 250 mil inscritos. As faixas HOVs recebem 1,3 mil carros por hora, em média, enquanto as faixas normais recebem 1,8 veículos no mesmo período.

2. Londres (ING): Semáforos inteligentes

Em Londres, há semáforos inteligentes que se adaptam a veículos de transporte coletivo, como ônibus. O dispositivo afere se o veículo está próximo. Se estiver, ele pode alongar o sinal verde para que o ônibus passe.

Com o semáforo no vermelho, ele pode agilizar a passagem para o verde de acordo com a proximidade do veículo. No Brasil, a cidade de Curitiba possui sistema semelhante.

Também há faixas exclusivas para ônibus em Londres, assim como em algumas cidades brasileiras.

3: Amsterdã (HOL): Ciclovias

Não se pode dizer que se trata de uma novidade. Mas a cidade de Amsterdã levou o conceito de ciclovia para um nível além.

Existem 400 quilômetros de ciclovias na cidade e, em todo o país, as bikes são responsáveis por 30% dos meios de transportes.

Houve a necessidade da implantação de infraestrutura, como construção de espaços exclusivos, separados dos veículos, com semáforos e sinalização próprios, além da criação de estacionamentos.