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Saiba o que fazer para organizar e descartar VHS e fitas cassete

A tecnologia não para. Só no mundo da música, em menos de 20 anos, já aposentamos o disco de vinil, a fita cassete e agora quase ninguém mais compra CDs. Chegamos à geração do download, na qual um simples HD externo consegue substituir uma prateleira de fitas cassete, VHS (Video Home System) e CDs.

Agora, o que para mesmo é a tranqueira em casa. Quase todo mundo ainda tem uma pilha de VHS ou fita em algum lugar, e, para organizar a casa é “aquela novela”. Primeiro devemos criar coragem para acabar com a bagunça, para isso confira as dicas do blog vida organizada. O que não der jeito de arrumar vai ter que ir embora.

Colocar no lixo comum, nem pensar!

As fitas, tanto de vídeo quanto de áudio, são basicamente uma caixa de plástico, parafusos, rótulo de papel e fita preta. Essa fita é a responsável pelo processo de gravação de vídeo e áudio através de impressão magnética, e como não há como separar magnetismo e carga, não é novidade que as fitas contenham altas concentrações de metal.

A composição exata da fita é segredo bem guardado pelos fabricantes, o que nós, consumidores, precisamos estar atentos é que aquela fita preta, que costumávamos desenroscar do vídeo, contém uma grande quantidade de metal pesado, mais especificamente: o cromo e o óxido de ferro.

O cromo, em especial, quando descartado de maneira incorreta, tem potencial para causar um sério impacto ambiental, o problema maior é na água. A contaminação se dá por via oral nos humanos, de maneira direta – bebendo a água contaminada, ou indiretamente – por meio dos alimentos. O segundo caso é mais grave, pois os metais pesados são acumulativos nas cadeias alimentares; portanto, o nível de metal da alga é transferido para o peixe e, consequentemente, pode acabar parando na nossa mesa de jantar.

O que fazer?

O jeito é reciclar. A caixa de plástico é formada por PVC rígido ou polipropileno e pode ser reciclada. Já a fita preta tem que ser incinerada. Mas nada de colocar fogo por conta própria, pois além de perigo de queimaduras, as emissões dos gases da incineração são poluentes poderosamente tóxicos. Muito embora sejam escassas as opções de locais para descarte deste tipo de material, recicladores especializados reúnem equipamentos capazes de reduzir este tipo de efeito. Uma opção pode ser a contratação dos serviços destes profissionais. Mesmo com poucos lugares que aceitem este tipo de objeto, existe a possibilidade de envio de suas fitas cassetes e VHS para empresas especializadas em manufatura reversa, e isso sem sair de casa, sendo que nesse caso existe a cobrança de uma pequena remuneração pelo serviço.

Criatividade e solução

Visto que a reciclagem ou até mesmo iniciativas para reciclagem de materiais presentes nas fitas são praticamente inexistentes, a alternativa é fazer a doação do material. Se suas fitas (tanto cassete ou VHS) encontram-se em bom estado, faça uma doação para entidades carentes, bibliotecas ou até para colecionadores.

Outra opção é vender em sites como ebay e Mercado Livre. Caso a sua fita tenha registrado um filme clássico, um show histórico ou um documentário que seja raro, faça negócio com isso.

Muitos designers estão apostando nesse material para fazer o upcycle: termo usado para criar outro produto com o material descartado sem passar pelo processo de reciclagem. Confira o que andam criando por aí, mas atenção! A equipe eCycle aconselha não desmontar o K7 e o VHS, já que não se sabe ao certo sobre os riscos de contaminação por ocasião de contato físico entre as fitas magnéticas e a pele humana.