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Poluição do ar causa mais mortes e custa caro, principalmente a países como China e Índia

A poluição do ar é responsável por mais de 3,5 milhões de mortes por ano no mundo, segundo um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ela também é a primeira causa de mortes prematuras relacionadas ao meio ambiente, superando o número dos óbitos causados por saneamento básico precário e falta de água potável.

Em países ricos, a mortalidade relacionada a doenças causadas por esse tipo de poluição (envolve desde doenças do coração, pulmão e problemas respiratórios – veja mais aqui) é maior do que a relacionada a acidentes de trânsito, segundo a entidade. Em outras palavras, a “fumaça” dos carros é mais letal que o próprio ato de dirigir. E a maior parte dessa poluição é causada pelo transporte, sendo o diesel o combustível mais poluente e o mais usado nesses países. A fumaça da queima de diesel é mais nociva ao meio ambiente do que a da queima de gasolina. Apesar disso, o diesel ainda apresenta taxas de imposto mais baixas em relação à gasolina, facilitando a sua popularidade e sabotando os esforços para baixar as emissões da queima desse combustível. Apenas os Estados Unidos, Suíça e Reino Unido cobram mais impostos sobre o diesel do que sobre a gasolina (veja gráfico no vídeo abaixo).

O estudo, que teve como foco principal os 34 países membros da OCDE (em sua grande maioria, países desenvolvidos – veja mais aqui) e China e Índia (como grande países emergentes) diz que os países ricos diminuíram as mortes relacionadas à poluição do ar devido a um controle mais rígido das emissões dos veículos. Entretanto, o número de mortes devido à poluição na China aumentou em cerca de 5% e, na Índia, esse aumento foi de 12% no mesmo período. No mundo, houve um aumento de 4% das mortes prematuras relacionadas à má qualidade do ar.

A poluição do ar também traz prejuízo econômico. O estudo estimou o custo do impacto da poluição do ar causada pelo transporte em uma escala global, mas também fez referência especial à China, Índia e aos países membros do OCDE. O estudo chegou ao resultado de que China e Índia têm, juntas, um custo econômico com a poluição do ar maior do que todos os demais membros da organização juntos. O custo anual da China com a poluição é de US$ 1,4 trilhão – a Índia gasta US$ 0,5 trilhão, totalizando 1,9 trilhões. Os 34 países membros têm um custo de US$ 1,7 trilhão por ano.

Em países emergentes, à medida em que a renda aumenta, mais veículos vão para as ruas contaminando mais o ar, sendo a frota uma ameaça diária para a saúde da população. Em países ricos, a grande frota de veículos e o uso de diesel ainda são fatores alarmantes. Mas, então, como garantir a qualidade do ar?

Dentre as principais recomendações do estudo estão: remover qualquer incentivo para a compra de diesel e de carros que utilizem o combustível, manter e tornar mais rígidas as medidas regulatórias, investir em mais programas para atenuar os impactos (como melhorar o transporte público), continuar a pesquisa sobre valores econômicos dos impactos da poluição do ar, e atenuar o impacto da poluição do ar em grupos vulneráveis, como crianças e idosos.

Assista o vídeo abaixo sobre o estudo (em inglês):


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