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Diante da perspectiva de implantação de um empreendimento logístico de grande porte na região, considerada patrimônio natural, cultural e histórico de São Paulo, cientistas e moradores debatem temas como planejamento territorial, segurança hídrica e turismo sustentável

Por Agência FAPESP  A Vila de Paranapiacaba, distrito do município de Santo André, se destaca dentro da região macrometropolitana de São Paulo como um território ímpar por sua história, relevância patrimonial, ambiental e por preservar importante remanescente da Mata Atlântica, que fornece uma série de serviços ecossistêmicos à sociedade, especialmente a provisão de recursos hídricos.

Diante da possibilidade de implantação de um empreendimento logístico de grande porte nos arredores dessa área, refletir sobre o impacto socioambiental da intervenção em diferentes escalas requer um olhar crítico, que contemple e alie saberes técnicos e populares no entendimento do problema e, sobretudo, que contribua para construção de um processo de aprendizagem social, governança e efetivação de políticas públicas verdadeiramente emanadas do território. Nesse sentido, qualificar o planejamento territorial de modo que possibilite a participação social e atenda às necessidades e olhares dos diversos atores, evitando que a lógica desenvolvimentista se sobressaia à sustentabilidade, é um grande desafio da contemporaneidade.

Essas são algumas das questões abordadas no livro Paranapiacaba – conflitos, saberes e perspectivas de desenvolvimento na Macrometrópole Paulista (Editora UFABC, 2021), que retrata o esforço conjunto e interdisciplinar de pesquisadores e moradores da região em expor e analisar sob perspectivas diversas as possibilidades para a governança ambiental.

De autoria de pesquisadores e professores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), a obra está vinculada ao Projeto Temático “Governança ambiental da macrometrópole paulista face à variabilidade climática”.

O grupo analisa de forma interdisciplinar, por meio de cinco subprojetos realizados no contexto da Região Metropolitana de São Paulo, o conjunto de processos que deve compor uma agenda de atuação e de integração das diferentes interfaces da governança ambiental associado à água e seus diversos usos.

A obra é dividida em três capítulos, que tratam de tópicos como a influência do poder local em Paranapiacaba, planejamento e gestão territoriais integrados à paisagem, a relação conflituosa entre patrimônio e planejamento, segurança hídrica, turismo sustentável e aprendizagem social.

O livro tem 118 páginas e pode ser lido em formato digital pelo site da Editora UFABC.


 Este texto foi originalmente publicado por Agência Fapesp de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original.