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Com a dificuldade de capturar microplásticos da água, universidade investe em esponja capaz de absorver poluentes

A Universidade Northwestern nos Estados Unidos criou uma nova tecnologia para capturar microplásticos da água — uma esponja capaz de absorver poluentes. Revestida com uma leve camada de uma substância que age como cola, a esponja consegue atrair e capturar não só microplásticos, mas outros poluentes da água. 

A ideia começou como um jeito de resolver o problema do derramamento de óleo no oceano. A esponja inicial foi criada com uma nanotecnologia que absorve óleo e repele água, sendo capaz de absorver 30 vezes o seu peso em óleo antes de ser recolhida para o reuso. 

Em outras versões da tecnologia, o time de pesquisadores também conseguiu fazer com que a esponja absorvesse fosfatos, o que pode ajudar na remoção de fertilizantes da água. 

Para a remoção de microplásticos, o time de cientistas se baseou na carga iônica negativa da maioria dos plásticos, que poderia ser atraída pela carga oposta. Assim, a esponja foi projetada com um revestimento de carga iônica positiva, que possibilita a absorção de microplásticos. 

Desde a descoberta até agora, outras empresas conseguiram recriar a esponja, como a MFNS Tech, que pretende comercializá-la para o uso pessoal. Um dos propósitos do produto, como proposto pela empresa, é dentro de máquinas de lavar e secar, que já se provaram grandes peças dentro da poluição de microplásticos. Cientistas de Hong Kong foram capazes de comprovar que apenas uma secadora é responsável pela liberação de 120 metros de microfibras no ar a cada ano. 

As microfibras são uma categoria de microplásticos que são soltas pela indústria têxtil e seus produtos. Tecidos sintéticos comumente usados como o poliéster e o elastano liberam microplásticos na lavagem, secagem e até no uso de roupas. Por seu tamanho reduzido, a maioria desses microplásticos são imperceptíveis e vão parar no meio ambiente. 

O problema dos microplásticos é global. O micropoluente já foi encontrado nos cantos mais remotos do mundo e também dentro do corpo humano — como nos pulmões e dentro da corrente sanguínea. 

Enquanto sua ingestão e inalação são quase impossíveis de controlar, a nova esponja desenvolvida na Universidade Northwestern abre novas possibilidades para a sua remoção dos oceanos. 

O desenvolvimento da esponja é apenas uma das táticas recentemente descobertas para a remoção desses poluentes da atmosfera. Um estudo conduzido na Universidade Estadual de Tarleton, no Texas, indica que algumas propriedades do quiabo podem auxiliar no recolhimento de partículas de plástico da água. 

Pesquisadores da Universidade Northwestern que trabalharam no projeto inicial da esponja também têm planos para uma tecnologia que remova CO2 no ar, para ajudar no combate contra as mudanças climáticas