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Dispersão de sementes é um processo essencial para manutenção de espécies e regeneração de áreas degradadas

A dispersão de sementes é uma fase fundamental na reprodução das plantas. Durante esse processo, a descendência da planta é movida para longe da planta-mãe. Essa transferência aumenta as chances de sobrevivência da prole, reduzindo a competição com pais e irmãos e ajudando as sementes a escapar de inimigos naturais, como insetos e micro-organismos causadores de doenças.

A dispersão de sementes também auxilia na ocorrência da sucessão natural. Quando um espaço é criado em uma floresta após a retirada ou a morte de uma árvore, ele permite que uma nova planta se instale nesse local. 

As plantas desenvolveram diversas estruturas que promovem o movimento de forma biótica e abiótica para facilitar a dispersão de sementes. 

Como ocorre a dispersão de sementes?

A dispersão de sementes acontece de forma natural ou artificial. A dispersão natural pode ocorrer com ou sem auxílio de agentes exógenos. Quando ela acontece sem a ajuda de nenhum fator, é chamada de autocoria – um exemplo é o que ocorre com a mamona. Outras plantas, entretanto, necessitam de agentes dispersores, que podem ser bióticos ou abióticos. 

A dispersão artificial, por sua vez, é feita pelo ser humano para cultivo ou ornamentação. 

Dispersores de sementes

Como dito anteriormente, a dispersão de sementes pode ocorrer por meio de agentes bióticos ou abióticos. 

Vento

Plantas que têm sementes e frutos leves dispersam essas estruturas por meio do vento, em um processo que recebe o nome de anemocoria. Além de finas e pequenas, elas podem possuir adaptações evolutivas, como pápus plumosos, que viabilizam a movimentação. Esse tipo de dispersão ocorre com o dente-de-leão, por exemplo. Normalmente, as sementes dispersas pelo vento viajam apenas curtas distâncias. 

Água

A água também pode ser um agente que dispersa sementes por meio de um processo chamado hidrocoria. Para que ele aconteça, as sementes e os frutos precisam flutuar  – fenômeno que acontece em decorrência da presença de ar em tecidos especializados. Um exemplo conhecido são os frutos do coqueiro, que podem ficar no mar por até 110 dias e ainda germinar.

Sementes dispersas pela água podem contribuir para a restauração de matas ciliares. No entanto, estudiosos retratam que é fundamental manter a conectividade entre os corpos hídricos para permitir a dispersão contínua.

Animais

Dispersão de sementes
Imagem de Gauravdeep Singh Bansal no Unsplash

Ainda, as sementes e os frutos podem ser dispersados por animais  –  este processo recebe o nome de zoocoria. A zoocoria pode ocorrer de três maneiras diferentes, sendo elas internas ou externas: transporte da semente e do fruto acidentalmente, transporte da semente e do fruto conscientemente e consumo do fruto e liberação da semente pelas fezes.

A dispersão de sementes feita por animais pode ser a estratégia de dispersão mais complexa devido ao grande número de relações planta-animal envolvidas. Embora esse tipo de dispersão possa ser encontrado em inúmeras florestas ao redor do mundo, ela é especialmente importante em florestas tropicais, onde cerca de 70% das espécies de árvores dependem de animais para a dispersão.

Importância da dispersão de sementes

A dispersão de sementes e frutos é um instrumento extremamente importante para as plantas, já que permite a colonização de novas áreas. Esse fator é fundamental para manutenção e sobrevivência de novos indivíduos, pois vários exemplares em um mesmo local estimulam a competição.

Além disso, a dispersão de sementes é um processo essencial para a manutenção de espécies e regeneração de áreas degradadas. 

Ameaças à dispersão de sementes

As alterações antrópicas no meio ambiente estão alterando drasticamente os processos de dispersão de sementes e podem estar colocando em risco o futuro deste serviço ecossistêmico. Acaça, a perda de habitat, a extração de madeira e as mudanças climáticas caracterizam graves ameaças à dispersão de sementes, especialmente a feita por animais.