Três passos para conhecer os problemas e saber encontrar soluções para o lixo eletrônico

eCycle

Conserte, doe, reutilize ou recicle, mas não acumule lixo eletrônico

lixo-eletrônico

Computadores, monitores, mouses, celulares, televisores... tudo isso é lixo eletrônico e traz aquele monte de dúvidas na hora de adquirir um novo aparelho: o que fazer com lixo eletrônico? E o meu aparelho antigo? Posso jogar diretamente no lixo comum? Eles proporcionam problemas à saúde? Em que condições? Qual é a melhor forma de descartar um aparelho e evitar o acúmulo de lixo eletrônico?

A eCycle desenvolveu um passo-a-passo para guiar consumidores que estão em dúvida sobre o que fazer com eletrônicos velhinhos.

1º - Tem certeza que o item não presta?

A pressa em se livrar do item pode fazer com que a vida útil dele seja eliminada precocemente. A velocidade com que a indústria lança as novidades eletrônicas no mercado também incentiva a desvalorização da reutilização. No caso de computadores, por exemplo, muitas vezes a instalação desenfreada de softwares torna o computador lento e o usuário pensa que se trata de uma defasagem do modelo.

Pense sobre qual é o uso que você faz de cada aparelho. O eletrônico que você tem dá conta de suas demandas? Você precisa mesmo de outro? É possível consertá-lo? Evite o acúmulo de lixo eletrônico.

Se a sua escolha foi pela troca, é possível doar alguns desses itens, caso eles ainda estejam em uso. Instituições de caridade e telecentros, por exemplo, aceitam eletrônicos em bom estado. Fique atento se eles dão uma destinação correta após o término da vida útil. Conheça postos de descarte.

2º - Os eletrônicos podem causar várias doenças. Portanto, nunca os jogue no lixo comum

Caso seu aparelho já tenha realmente se transformado em lixo eletrônico, é preciso pensar nas consequências que o descarte incorreto pode causar para entender o que não deve ser feito. Dê uma olhada nos principais elementos tóxicos que compõem os eletrônicos:

  • O mercúrio, metal que deteriora o sistema nervoso, causa perturbações motoras e sensitivas, tremores e demência, está presente em televisores de tubo, monitores e no computador.
  • O chumbo, que compõe celulares, monitores, televisores e computadores, causa alterações genéticas, ataca o sistema nervoso, a medula óssea e os rins, além de causar câncer.
  • O cádmio, presente nos mesmos aparelhos que o chumbo, causa câncer de pulmão e de próstata, anemia e osteoporose.
  • O berílio é material componente de celulares e computadores e causa câncer de pulmão.

“Tudo que tem bateria, placa eletrônica e fio possui algum material contaminante”, afirma a especialista em gestão ambiental do Cedir (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática), pertencente ao CCE (Centro de Computação Eletrônica) da Universidade de São Paulo (USP), Neuci Bicov, lembrando que esse tipo de material é acumulativo – quanto mais contato se tem com ele, pior para a saúde.

Quando tratamos dos problemas ambientais relacionados ao lixo eletrônico, eles não são menores. De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2010, a geração de lixo eletrônico cresce a uma taxa de aproximadamente 40 milhões de toneladas por ano em todo o mundo. E a maior parte desses resíduos tem condições de ser utilizada novamente ou de ser reciclada, mas o destino acaba sendo o pior possível: os aterros sanitários e lixões. “Os lixos eletrônicos, como placas de computador e monitores CRT, não soltam os contaminantes quando estão em um ambiente fechado. Mas em aterros a temperatura é mais alta e o contato com a chuva, que costuma ser bem ácida nas metrópoles, faz com que os metais pesados sejam liberados diretamente no solo”, explica a especialista do Cedir. O lixo eletrônico também pode contaminar as águas de lençóis freáticos, dependendo da região do aterro ou lixão.

3º - Grande parte do lixo eletrônico é reciclável

Mas apesar de todos esses problemas, já existem tecnologias que conseguem aproveitar o lixo eletrônico para, depois da reciclagem, utilizá-los de outra forma. Para se ter uma ideia, 68% de um computador é feito com ferro, enquanto 31% da composição de um notebook é plástico (ambos materiais recicláveis). No geral, 98% de um PC é reciclável. “Mas na prática esse número se reduz para cerca de 80%. A mistura de componentes plásticos e metálicos com os metais pesados torna difícil a separação”, diz Neuci. Mesmo assim, já é uma porcentagem considerável.

Sabendo disso, o melhor que você pode fazer é procurar postos de reciclagem para eletrônicos (Acesse a sessão específica para busca de postos da eCycle) ou tentar devolver os produtos para os fabricantes, que ficarão responsáveis a dar uma destinação correta a partir de 2014 (graças à lei de resíduos sólidos).


Veja também:

 

Comentários 

 
+2 #1 2011-06-24 14:11
Excelente o Guia para Reciclagem de Eletrônicos. Aponta em linguagem simples os problemas e, melhor ainda, as soluções associadas aos postos. Além de bem escrito. Parabéns.
Citar
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Saiba onde descartar seus resíduos

Encontre postos de reciclagem e doação mais próximos de você

Localização Minha localização
Não sabe seu CEP?

Newsletter

Receba nosso conteúdo em seu e-mail