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Há uma suspeita entre muitos pesquisadores de que a tração pela natureza está intrinsecamente ligada ao DNA humano, e a falta de acesso a ambientes naturais coloca em risco nossa saúde e bem-estar

Uma pesquisa, conduzida por especialistas em psicologia da Universidade de Utah, revelou que o contato com a natureza é benéfico para o coração e a saúde mental. Amy McDonnell e David Strayer, por meio da análise realizada nos jardins de Red Butte da universidade, empregaram a eletroencefalografia (EEG) para mapear a atividade cerebral dos participantes, evidenciando os efeitos restauradores da natureza na capacidade de atenção.

A pesquisa, publicada na Scientific Reports, expande o conhecimento sobre os benefícios físicos e mentais proporcionados por ambientes naturais, um tema que ganha cada vez mais destaque no cenário científico. Em resposta a essa crescente preocupação, a Universidade de Utah estabeleceu o grupo de pesquisa Nature and Human Health Utah, dedicado a explorar essas questões e a propor soluções para a crescente desconexão entre o ser humano e a natureza.

Há uma suspeita entre muitos pesquisadores de que o anseio pela natureza está intrinsecamente ligado ao DNA humano, e a falta de acesso a ambientes naturais coloca em risco nossa saúde e bem-estar. David Strayer, professor de psicologia, ressalta a teoria da biofilia, que argumenta que ao longo da evolução humana, desenvolvemos uma conexão intrínseca e um apreço pelos seres vivos naturais. No entanto, o ambiente urbano moderno, repleto de tecnologia e estresse, tem nos afastado desse ambiente restaurador.

O estudo, realizado entre abril e outubro de 2022, envolveu 92 participantes que foram submetidos a uma caminhada de 40 minutos, antes e depois da qual tiveram sua atividade cerebral monitorada. Os resultados revelaram que aqueles que caminharam na natureza apresentaram melhorias significativas na atenção executiva em comparação aos que caminharam em ambientes urbanizados. Este achado reforça a importância do ambiente em que se pratica o exercício físico, além de ressaltar os efeitos positivos da natureza na cognição humana.

Um aspecto distintivo desta pesquisa é a utilização de dados de EEG, proporcionando uma abordagem mais objetiva em relação a estudos anteriores baseados em questionários e autoavaliações. A análise cerebral revelou três componentes de atenção: alerta, orientação e controle executivo, este último especialmente relacionado às funções críticas do córtex pré-frontal, como memória de trabalho e resolução de problemas.

Os pesquisadores, McDonnell e Strayer, almejam aprofundar as descobertas para identificar quais ambientes naturais oferecem os melhores benefícios cognitivos e qual a quantidade ideal de exposição necessária para promover tais benefícios. Compreender os mecanismos que promovem a saúde mental e física pode orientar o planejamento urbano, criando ambientes que apoiem o bem-estar humano.

Enquanto continuam suas pesquisas em Red Butte, os cientistas agora investigam o impacto do uso de celulares na experiência dos transeuntes pela natureza. Strayer enfatiza a importância de estudar tanto a distração quanto a atenção, argumentando que são duas faces da mesma moeda. Ele acredita que o antídoto para a sobrecarga cognitiva urbana é o contato com a natureza, onde o cérebro tem a oportunidade de se restaurar e renovar, longe das distrações da vida moderna.


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