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Serviços funerários podem ter vários impactos ambientais, da liberação de CO2 até a contaminação do solo, mas afinal, existe alguma opção sustentável?

O caixão funerário é usado como recipiente para uma pessoa a ser enterrada. Ele faz parte do serviço funerário convencional, onde o caixão é introduzido e mantido no solo. Outra alternativa disponível para o serviço é a cremação.

Os caixões comuns são geralmente feitos de algum tipo de madeira, porém, existem outras opções como metal, papelão e até tecido. É estimado que leve até 20 anos para que o caixão funerário de madeira comum se decomponha.

Além disso, o enterro pode apresentar alguns impactos ambientais. 

Impactos ambientais do enterro 

Um relatório publicado em 2008 pela Adelaide’s Centennial Park indica que o enterro comum gera por volta de 39 kg de CO2. A maioria das emissões vem da manutenção dos túmulos e do cemitério. 

 O concreto usado nos túmulos é considerado um dos materiais mais destrutivos do planeta. Os químicos utilizados no embalsamento dos corpos também podem ser absorvidos pelo solo e causam danos ao local. 

Além disso, o caixão funerário ocupa espaço — é possível que os donos de cemitérios fiquem sem lugar para enterrar novos corpos. Reformas para a reorganização de túmulos podem ser constantes. Isso, infelizmente, pode resultar na abundância de áreas desmatadas e em um impacto ambiental maior ainda. 

Opções sustentáveis

Como já foi visto, o caixão funerário comum leva quase 20 anos para ser decomposto. Além disso, alguns caixões de outros materiais podem levar ainda mais — caixões de metal, por exemplo, levam de 200 a 500 anos. 

O ser humano sustentável visa reduzir todo o seu impacto negativo no meio ambiente, por isso, ele procura alternativas sustentáveis até para o seu serviço funerário. Porém, os resultados não são muito encorajadores. A cremação e o enterro, que são as opções mais comuns disponíveis, são muito poluentes. 

A maior aposta para um enterro sustentável atualmente é o uso de caixões funerários biodegradáveis. Materiais como papelão ou madeira bio podem ser usados para substituir a madeira convencional e podem ser feitos sem hastes de metal para ajudar na sua decomposição. 

Caixão de cogumelo 

Bob Hendrikx, um inventor holandês criou um novo tipo de caixão a partir de cogumelos. Inspirado pela falta de alternativas sustentáveis de serviços funerários, Hendrikx investiu na criação de um caixão feito de micélio. 

O caixão funerário de Hendrikx leva apenas seis semanas para se decompor. Uma de suas preocupações diante dos serviços funerais comuns é de como eles transformam um processo natural em um industrial. De acordo com ele, sem os químicos usados no embalsamento, o corpo vira composto naturalmente, então por que não usar os cogumelos? Esses organismos são, muitas vezes, chamados de “os maiores recicladores”, então conseguem auxiliar na decomposição da matéria orgânica. 

A empresa de Bob Hendrikx se chama Loop e eles já comercializam o caixão em seu website