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Entenda mais sobre o autismo, suas características e como é feito seu diagnóstico

O autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno de desenvolvimento que afeta diretamente na interação social e na comunicação. O espectro cobre diversas condições e características diferentes dentro do transtorno, que afetam as pessoas de modos diferentes, com níveis variantes.

Os sintomas do autismo geralmente podem ser evidentes durante a infância, mostrando-se nos primeiros 12 a 24 meses de idade, porém também podem acontecer mais cedo ou tarde na vida da pessoa. Muitas vezes, embora a condição esteja presente desde o nascimento, ela não é diagnosticada até um bom tempo depois. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 1 em cada 160 crianças apresentam autismo e a condição pode afetar pessoas de todos os sexos e etnias. 

O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais divide os sintomas do TEA em duas categorias: 

  • Problemas com interação e comunicação social 
  • Padrões repetitivos e restritos de comportamento, atividades e interesses

Para conseguir o diagnóstico de autismo, a pessoa deve apresentar sintomas nas duas categorias. 

Problemas com interação e comunicação social 

Esses problemas podem ser caracterizados pela falta de comunicação verbal ou de seu entendimento, dificuldade em fazer amigos ou de manter uma conversa ou contato visual.

Crianças com autismo podem não responder ao próprio nome, não mostrar reações a emoções ou conseguir distingui-las em outras pessoas ou não ter desejo em compartilhar seus interesses com outras pessoas. 

Padrões repetitivos e restritos de comportamento, atividades e interesses

Os padrões repetitivos podem ser a repetição de som ou frases (ecolalia), movimentos ou preferência por uma rotina, interesses restritos e sensibilidade a estímulos sensoriais. 

Muitas vezes, pessoas com autismo podem desenvolver um tipo de hiperfixação, seja em um assunto ou interesse especial. Também é comum que autistas tenham uma habilidade ou área em destaque, como na música ou até com a memória. 

Imagem de Caleb Woods no Unsplash

Subtipos 

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, existem cinco subtipos ou especificadores de autismo:

  • com ou sem acompanhamento de deficiência intelectual
  • com ou sem acompanhamento de deficiência de linguagem
  • associada com uma condição médica, genética ou fator ambiental
  • associada com outro transtorno de neurodesenvolvimento mental ou comportamental
  • com catatonia 

Pessoas autistas podem ser identificadas com um ou mais desses subtipos. 

Antes do Manual de Diagnóstico publicar os especificadores, era comum que pessoas do espectro fossem diagnosticadas com transtorno autista ou síndrome de Asperger. Porém, o diagnóstico mais amplo de TEA abrange essas condições. 

Causas

Especialistas concluíram que existem diversas causas genéticas e ambientais que podem resultar em uma probabilidade maior de uma criança desenvolver autismo na gravidez. 

E, embora uma “teoria” popular, não há nenhum estudo ou documento com embasamento científico que comprove o papel das vacinas no aumento de probabilidade do desenvolvimento do autismo. Sendo assim, é melhor categorizado como mito do que teoria. 

Diagnóstico

A Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças façam a triagem para TEA entre as idades de 18 a 24 meses, mesmo as que não apresentam sintomas. Essa triagem pode resultar em um diagnóstico cedo, que pode ser benéfico para a criança e também para seus pais, que podem oferecer melhor entendimento e apoio para a condição. 

O diagnóstico e triagem são feitos a partir de testes genéticos e avaliações. Nas avaliações, os pais respondem uma série de perguntas, que então são analisadas por especialistas que podem ou não fazer o diagnóstico. 

Epilepsia

A epilepsia é comum em casos de autismo. Cerca de 30% a 50% das crianças apresentam a condição em conjunto com o diagnóstico. Uma pesquisa realizada na Northwestern University aplicou a causa de episódios de epilepsia com a falta de uma proteína específica — a CNTNAP2. Crianças autistas apresentam baixos níveis de CNTNAP2, que as deixam suscetíveis à epilepsia. 

Isso acontece porque, quando o cérebro é superestimulado, ele produz essa proteína, que ajuda as células cerebrais a acalmarem. A falta de CNTNAP2, então, resulta na epilepsia. 

A descoberta pode ajudar no diagnóstico e no tratamento de episódios epilépticos. 

Apoio 

O autismo não tem cura e nem é uma condição que tenha muitos tratamentos além de alguns sintomas sérios, como a epilepsia. Porém, é possível oferecer apoio a pacientes do transtorno. 

O apoio é muitas vezes feito por acompanhamento médico ou psicológico. Mas, também é importante que a pessoa tenha um sistema de apoio forte, como pais, responsáveis ou pessoas presentes que mostram um entendimento da condição e das dificuldades que podem ser apresentadas. 

O futuro 

Em 2004, Thorkil Sonne fundou a empresa especializada em serviços de TI, Specialisterne. Motivado pelo diagnóstico de autismo em seu terceiro filho, o empresário desenvolveu diversos métodos para entrevistar, acomodar e descobrir habilidades neurodiversas. A partir disso, foi criada a Specialisterne Foundation, que auxilia outras empresas na contratação de pretendentes neurodivergentes. 

De acordo com a Comissão Europeia, existe uma escassez de 800 mil trabalhadores na área de TI na União Europeia. A contratação de pessoas neurodivergentes seria uma solução para esses casos, uma vez que a área de TI e suas tarefas correspondem às habilidades desses indivíduos.

O professor da Ivey Business School do Canadá, Rob Austin, estuda a inclusão de pessoas neurodivergentes em locais de trabalho e assegura que empresas estão se beneficiando com programas como a Specialisterne Foundation. Para ele, casos de  neurodivergência apresentam inovação em ambientes profissionais. Estes profissionais pensam diferentemente dos empregados neurotípicos, sugerindo ideias e perspectivas diferentes em soluções de problemas.