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Enquanto o aquecimento global afeta a fonte de renda de pescadores norte-americanos, eles procuram outros meios de sobreviver na produção de algas

A empresa Atlantic Sea Farms está ajudando pescadores do Maine a tornarem a alga kelp sua fonte de renda em frente aos impactos do aquecimento global na população de lagostas. As fazendas de alga usam o mesmo equipamento da pesca de lagostas e sua produção ocorre durante a baixa temporada dos crustáceos, sendo uma opção viável. O projeto começou em 2018 e hoje ajuda 27 pescadores.

O golfo do Maine está esquentando mais rápido do que 99% do resto do oceano, o que inicialmente ajudava a população de lagostas. Porém, o aumento frequente da temperatura começou a afetar negativamente a pesca da área. As larvas de lagosta dificilmente sobreviverão a temperaturas extremas, criando um cenário inviável para a sua pesca. Estudos indicam que até 2050 o aquecimento das águas será responsável pela queda da população de lagostas em até 62%. 

De acordo com especialistas, esse aquecimento incomum ocorre porque o golfo do Maine é localizado onde duas correntes de água diferentes se encontram em um sistema de circulação — esse sistema, por lembrar as artérias e veias do coração, é comumente chamado de batimento cardíaco do Oceano Atlântico. 

Essa mudança de temperatura não afeta apenas a população de lagosta, como toda a vida marinha do local. Em outubro de 2018, quatro espécies ameaçadas de extinção de tartarugas marinhas foram encontradas mortas por não sobreviverem às condições do golfo. Contudo, por conta de sua frequência, o acontecimento virou um evento anual — “a temporada de encalhe das tartarugas marinhas”.

Diferentemente de muitos locais, o Maine conta com pescadores independentes, que fazem da pesca sua fonte de renda principal e que serão afetados diretamente pelas consequências do aquecimento global. Em frente a isso, a Atlantic Sea Farms, a primeira fazenda de algas comercialmente viável dos EUA, começou com um plano de ajudar os pescadores a diversificar suas fontes de renda. 

O auxílio oferecido pela empresa é de encaminhar os pescadores a conseguirem licenças para trabalharem em certas áreas do Maine, além do design das fazendas e a distribuição de sementes de alga de graça, para que os fazendeiros comecem o plantio. 

As algas, além de serem uma fonte de renda para os pescadores, também têm um impacto positivo no meio ambiente. Essas plantas são responsáveis pela absorção de CO2 da atmosfera. Nos oceanos, elas ajudam a combater a acidificação da água e, consequentemente, a vida marinha. 

Além disso, diferentemente de outras plantas cultivadas para o consumo, as algas não precisam de fertilizantes, irrigação, ou outros processos que possam contribuir para a degradação do meio ambiente. 

Além de auxiliar na obtenção de renda dos pescadores, a Atlantic Sea Farms também espera diversificar o mercado de algas nos Estados Unidos, oferecendo produtos nacionais em vez dos importados e, desse jeito, criando uma renda fixa para os pescadores do golfo do Maine.