Você sabe a diferença entre resíduo e rejeito?

Distinção está relacionada à possibilidade de aproveitamento

Resíduo sólido é uma expressão que está presente no dia-a-dia de todos. Quando compramos um produto com embalagem, descascamos uma fruta ou simplesmente utilizamos um item até o fim da sua vida útil, geramos resíduo. Mas existe uma distinção que será cada vez mais importante, principalmente a partir de 2014: qual é a diferença entre rejeito e resíduo?

A partir do que sobra de determinado produto (embalagem, casca) ou processo (uso do produto) é que o resíduo sólido é gerado, mas ele pode ser consertado, servir para outra finalidade (reutilização) ou até ser reciclado. Já o rejeito é um tipo específico de resíduo sólido - quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já tiverem sido esgotadas e não houver solução final para o item ou parte dele, trata-se de um rejeito, e as únicas destinações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração.

Essa diferenciação é importante devido à implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrará em vigor a partir de 2014. De acordo com o diretor da Interação Ambiental, Fernando Altino, a fiscalização tende a ser rígida com relação à distinção. “A partir de agosto de 2014, o operador do aterro sanitário deverá receber apenas rejeitos. Caso contrário, (a empresa) estará sujeito às penalizações do Ministério Público”, afirmou, durante Encontro Técnico promovido pela Revista Meio Ambiente Industrial, pela Interação Ambiental e pela Ambientepress Comunicação, em abril último. Lembrando que, com a PNRS, todos os lixões devem ser eliminados para darem lugar a aterros sanitários.

O que fazer?

Para se adaptar à nova lei e preservar o meio ambiente, é recomendável, portanto, explorar ao máximo o ciclo de vida do produto, reaproveitando sempre que for possível e dando preferência para itens que, posteriormente, possam ser reciclados. Para isso, a eCycle tem algumas dicas:

-Reduza ao máximo o lixo da sua casa (veja mais aqui);

-Reaproveite restos de alimentos para outras funções ou para produzir novas receitas (veja mais aqui);

-Recicle itens que perderam totalmente a vida útil ou doe objetos que não te interessam mais (veja mais aqui).

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial

Veja também:
-Guia do lixo doméstico: saiba como reduzir os resíduos que vão para o lixo comum
-Reaproveite os alimentos


 

Comentários  

 
+2 #1 2013-06-22 16:57
A PNRS ainda afirma que a definição de rejeito está atrelada além das opções de tratamento disponível o quesito de ser economicamente viável. Quais são os critérios que a fiscalização levará em contar para definir que o rejeito é rejeito mesmo? E quais serão os agentes fiscalizadores?
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