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Espécies de peixes são suscetíveis à morte e lesões durante passagem por turbinas hidrelétricas

As turbinas hidrelétricas são partes essenciais para o funcionamento e para a produção de energia de usinas hidrelétricas. Porém, elas também são responsáveis pela morte de diversas espécies de peixes migrantes que transitam pelos rios. 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Leibniz de Ecologia de Água Doce e Pesca Interior da Alemanha, cerca de 22,3% de peixes são mortos durante sua passagem por turbinas hidrelétricas. Essa passagem é essencial para espécies migrantes de peixe, como salmão, enguias ou esturjões, que precisam migrar a jusante para completar seus ciclos de vida. 

Entretanto, essas não são as únicas espécies prejudicadas durante sua viagem rio abaixo. Espécies de peixes potamódromos, que migram por distâncias longas, também podem parar dentro de usinas hidrelétricas

A taxa de mortalidade dos peixes depende de diversos fatores, como espécie, tamanho e estágio de vida. Mesmo que nem todos os peixes morram durante a passagem pelas turbinas, as lesões adquiridas também podem comprometer seu ciclo de vida e resultar em uma morte eventual.

Anteriormente ao estudo, não existiam dados sobre a mortalidade de peixes. Dados sobre os impactos das usinas hidrelétricas não reuniam esses efeitos para a fauna local, mas contribuiam com outras consequências das instalações.

As usinas hidrelétricas, embora consideradas fontes de energia renovável, contribuem para parte das emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono e metano. Além disso, essas instalações causam danos irreparáveis na fauna e flora local, como a destruição de habitats naturais e a introdução de espécies exóticas nos reservatórios — o que desequilibra o ecossistema natural. 

Cerca de 20% da energia mundial é derivada de usinas hidrelétricas, porém, existem outras fontes de energia renovável que causam menos impacto no meio ambiente, como a energia solar.

Na Europa, a indústria de energia hidrelétrica ainda apresenta crescimento. Mais de 20 mil usinas estão sendo construídas, com mais de 8 mil ainda no planejamento. Porém, pouco se sabia sobre o seu impacto no ciclo de vida dos peixes. 

A pesquisa conseguiu contribuir para essa área, reunindo dados de mais de 270 mil peixes de 75 espécies diferentes. 

A implantação de turbinas protetoras de peixes é essencial considerando o aumento de produção que as usinas hidrelétricas vem apresentando. Essas turbinas não são comumente utilizadas nesses locais, porém, seu uso deve ser implantado e regulamentado para evitar mais casualidades resultantes das máquinas. Os pesquisadores do estudo acreditam que a produção dessas turbinas deve ser feita sobre métodos controlados em condições de campo realistas, evitando maiores problemas. 

Mesmo que a maioria das turbinas protetoras ainda cause impactos negativos na biodiversidade local, a proteção e preservação de ecossistemas fluviais é essencial para o meio ambiente.

Essa solução, contudo, ainda é um pequeno passo para o maior obstáculo a ser enfrentado — os outros impactos negativos dessas usinas. Novas discussões sobre a sustentabilidade de hidrelétricas devem ser tomadas em prol da ecologia e biodiversidade de regiões ribeirinhas.