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Imagem meramente ilustrativa – Foto de Pexels por Pixabay

Cerâmica verde é uma proposta de material de construção sustentável, que visa diminuir os resíduos gerados pela indústria e diminuir o lixo que é destinado aos aterros e lixões.

O projeto pioneiro é de produtos de um apartamento feitos com resíduos de outros materiais. Desse modo, vidros e produtos têxteis que iriam para o lixo originam a cerâmica verde, que pode ser utilizada para pisos, azulejos, parede e até obras de arte.

Por que a cerâmica verde pode ser uma boa opção?

A cerâmica comum, que é utilizada em panelas, telhas, tijolos e outros materiais de construção, geralmente é feita com argila. Ela é composta por óxido metálico, boreto, carbeto, nitreto ou uma mistura que pode incluir aniões.

Essa cerâmica, no entanto, apresenta impactos ambientais reduzidos na extração de recursos naturais utilizados como matéria-prima e na obtenção de energia para a fabricação. Isso faz com que a cerâmica verde seja uma opção mais eco-friendly.

Como é feita a cerâmica verde?

A cerâmica verde pioneira é resultado de uma colaboração iniciada em 2019 entre a Mirvac e o Centro de Pesquisa e Tecnologia de Materiais Sustentáveis da UNSW (SMaRT).

A CEO e diretora da Mirvac, Susan Lloyd-Hurwitz, apontou a necessidade da indústria encontrar uma maneira mais sustentável de construir. Segundo Lloyd-Hurwitz, todos os anos, cerca de 11 bilhões de toneladas de resíduos são enviados para aterros sanitários em todo o mundo. Na Austrália, a indústria da construção é responsável por cerca de 60% dos resíduos gerados.

A cerâmica verde utiliza a tecnologia intitulada MICROfactorie. Ela pega materiais residuais problemáticos e os reforma, transformando-os em cerâmicas verdes inteiramente novas e outros produtos de construção. Isso é feito por meio de uma combinação de calor e compressão, com uma mistura de vidro amarelo e produtos têxteis.

A cerâmica verde MICROfactorie já foi aplicada ao piso, estantes, paredes decorativas, partes da cozinha como a frente da ilha, luminárias, móveis e obras de arte. Ela também foi testada quanto às propriedades antiderrapantes, ao fogo e acústicas.

A combinação de dois resíduos diferentes cria um produto novo com tecnologia distinta de outros produtos reciclados. O vidro é um material forte que não perde suas propriedades, podendo ser reformado várias vezes. Por sua vez, os têxteis fornecem cor e um aspecto técnico, desempenhando um papel importante no cumprimento dos padrões de construção.

Em relação aos gastos e relação custo-benefícios, a reciclagem tem custo energético. Contudo, ao eliminar o transporte e a fabricação de materiais virgens, já se economiza grandes quantidades de energia.

A proposta da MICROfactorie faz parte da estratégia de desviar do aterro os grandes volumes de resíduos gerados. Lloyd-Hurwitz destaca que estão “demonstrando para a indústria como um todo que existem alternativas comerciais e eco-friendly viáveis que podem levar a um futuro mais sustentável, onde consideramos todo o ciclo de vida dos recursos e materiais que usamos na habitação e construção”.


Fontes: TechXplore e SMaRT.

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