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Pesquisa mostra que é possível usar olho de suínos como modelo para testar novos medicamentos

Imagem de Marina Vitale no Unsplash

Pesquisadores da Universidade de Sheffield desenvolveram um novo modelo para testagem em laboratório que pode ser usado para os estudos de medicamentos capazes de prevenir e curar infecções oculares causadas por fungos, bactérias e vírus. A novidade também reduz o número de animais usados ​​em pesquisas médicas, já que propõe a utilização de um resíduo da indústria de alimentos como base para os testes.

A descoberta, que será usada para desenvolver novas alternativas aos antibióticos e reduzir o surgimento de superbactérias resistentes, foi feita por engenheiros e cientistas que trabalham juntos no Collaboratorium for Antimicrobial Resistance and Biofilms (SCARAB), da Universidade de Sheffield.

Em alguns países em desenvolvimento, as infecções oculares representam uma ameaça significativa, resultando em deficiência visual ou mesmo cegueira. Atualmente, cerca de 285 milhões de pessoas em todo o mundo são deficientes visuais e sete milhões de pessoas perdem a visão a cada ano. Mais de 90% das pessoas afetadas são de países em desenvolvimento. Em aproximadamente 80% dessas pessoas, a perda de visão pode ser facilmente evitada com soluções de saúde personalizadas que se adaptem às condições socioeconômicas únicas prevalentes nos países em desenvolvimento.

Usando o modelo de olho suíno ex vivo – olhos de porcos que são considerados resíduos pela indústria de alimentos -, os pesquisadores conseguem simular como seria uma infecção em olhos humanos. Usando esses modelos suínos ex vivo, os pesquisadores foram capazes de estudar a formação de úlceras e o desenvolvimento de opacidade que leva à perda de visão em humanos.

O novo modelo, que está sendo desenvolvido pela pesquisadora Katarzyna Okurowska, dá uma previsão melhor de quão eficazes os novos tratamentos desenvolvidos podem ser em humanos. Esses dados são atualmente obtidos de pesquisas em animais caras e altamente regulamentadas, que devem preceder qualquer ensaio clínico em humanos antes que o tratamento possa ser disponibilizado aos pacientes.

A disponibilização do modelo ajudará imediatamente a reduzir e refinar o uso de animais em pesquisas médicas, podendo um dia ajudar a substituir completamente o uso de animais nesse tipo de estudo. A vantagem adicional do modelo de olho suíno ex vivo é que ele usa resíduos da cadeia alimentar. Como os olhos são um produto residual, nenhum animal foi criado especificamente para o estudo, ajudando a reduzir o número de animais necessários para conduzir a pesquisa.

A Dra. Esther Karunakaran, codiretora do SCARAB do Departamento de Engenharia Química e Biológica da Universidade de Sheffield, explica que o modelo foi desenvolvido como parte de um projeto multidisciplinar maior financiado pelo Medical Research Council Global Challenge Research Fund (MRC- GCRF). A ideia é desenvolver um novo tratamento para prevenir infecções oculares no mundo em desenvolvimento.



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