Apoio: Roche

Saiba onde descartar seus resíduos

Verifique o campo
Inserir um CEP válido
Verifique o campo
Lightbulb

Entenda a ciência por trás da água e do óleo e por que eles não misturam

“Por que óleo e água não se misturam?” É uma pergunta atemporal. Todos nós sabemos que isso não acontece, mas por que? A ciência explica que esses componentes são imiscíveis por conta de suas moléculas. 

Porque não misturam 

De um jeito simples, óleo e água não se misturam porque a água é uma molécula polar e o óleo é uma molécula apolar —  essas propriedades fazem com que elas se repelem. 

A água é uma molécula polar feita de dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Os óleos são moléculas apolares e orgânicas, que quando entram em contato com a água preferem ficar juntas e não se dissolver. 

Isso acontece porque as moléculas de água têm cargas opostas — de um lado existe uma carga negativa e do outro uma positiva. As cargas permitem que essas moléculas façam ligações de hidrogênio, que faz com que elas se misturem com outras moléculas polares. O óleo, por ser uma molécula orgânica, não consegue formar essas pontes, então, não se mistura.

Ou misturam?

Estudos observaram que a água e o óleo conseguem se misturar sob algumas circunstâncias. Quando sujeitos a energia na forma de ultrassom, gotículas de óleo minúsculas conseguem se formar na água e continuar existindo por semanas. 

Além disso, quando são depositadas em campos elétricos, essas gotículas se atraem por moléculas positivas. 

Então, moléculas neutras de água e de óleo se misturam, resultando em moléculas de óleo com cargas negativas.

Embora as moléculas de água prefiram fazer pontes de hidrogênio com outras moléculas polares, elas não conseguem quando estão próximas das gotículas de óleo. Então, em vez de fazerem essas pontes, elas doam cargas desequilibradas para a superfície das gotículas de óleo — criando uma ponte de hidrogênio “imprópria”. 

Essa ponte é frágil, porém permite que as moléculas se estabilizem na gotícula. 

O experimento foi observado por um time de cientistas da École polytechnique fédérale de Lausanne em conjunto com o International Center of Theoretical Physics. Eles usaram uma técnica óptica super rápida que envolvia dois pulsos de laser ultracurtos que foram sobrepostos em uma mistura de gotículas de óleo com água.