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Vanderson Rocha diz que “a hemocromatose genética infelizmente não tem cura, mas é possível tratá-la reduzindo o estoque de ferro no corpo”

Para ter uma vida saudável é importante fazer uma alimentação adequada, rica em nutrientes, mas e se o corpo tiver excesso de alguns deles? Você sabia que os níveis elevados de ferro no sangue normalmente estão ligados a uma doença genética chamada hemocromatose? Porém também podem estar ligados ao excesso de transfusões sanguíneas ou até de uso de suplementos vitamínicos.

A hemocromatose, como é chamada a doença do excesso desse mineral no sangue, muitas vezes não está relacionada aos alimentos, mas surge de um fator hereditário, como explica Vanderson Rocha, professor de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).

“A hemocromatose genética infelizmente não tem cura, mas é possível trata-la reduzindo o estoque de ferro no corpo”, pondera o especialista. Estudos internacionais mostram que cerca de 1% da população é acometida pela doença. Uma pesquisa brasileira de 2001 mostrou que entre doadores de sangue a presença de mutações relacionadas ao excesso de ferro era de 7% a 20%.

Mas como identificar essa doença? Normalmente os sintomas surgem quando a doença já está bem avançada. Entre os sintomas estão o cansaço, perda de peso sem causa aparente, fraqueza, letargia, apatia, queda de cabelo e até alteração no ciclo menstrual.

A pele de quem tem acúmulo de ferro tem uma pigmentação mais escura, como se a pessoa tivesse tomado sol. Os casos mais graves da doença podem comprometer órgãos do corpo como fígado, pâncreas e coração. Para descobrir o médico solicita alguns exames, sendo o de sangue o principal deles.