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A falta de foco pode ser o sintoma de inúmeras condições psicológicas, mas também pode ser um efeito do estilo de vida que você leva, entenda

A falta de foco é a dificuldade em manter a atenção e concentração em atividades ou tópicos específicos. A concentração é essencial no dia a dia, tanto no trabalho como na vida pessoal e na realização de tarefas mundanas. Portanto, a falta de foco pode ser um empecilho.

Normalmente, a falta de concentração é ocasional e, na maioria das vezes, reflete escolhas de estilo de vida de um indivíduo, como a falta de sono. Porém, quando ela é constante, pode ser o resultado de alguma condição subjacente. 

A dificuldade em se concentrar afeta as pessoas de maneira diferente. Alguns dos sintomas envolvem: 

  • Dificuldade em recordar de episódios que ocorreram há pouco tempo; 
  • Dificuldade em ficar parado; 
  • Não conseguir pensar claramente; 
  • Perder coisas frequentemente ou ter dificuldade em lembrar onde as coisas estão;
  • Incapacidade de tomar decisões; 
  • Incapacidade de realizar tarefas complicadas;
  • Falta de energia física ou mental para se concentrar;
  • Cometer erros frequentemente.
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O que pode causar a falta de foco? 

Felizmente, a falta de foco nem pode estar relacionada à condições de saúde. De fato, a perda de foco pode ser resultante de escolhas diárias que podem ser mudadas rapidamente. 

Por exemplo, a privação de sono pode ser responsável por algumas disfunções cognitivas, podendo gerar a falta de concentração. Nesses casos, uma boa noite de sono pode ser suficiente para corrigir o problema. 

Semelhantemente, algumas deficiências nutricionais também podem ser causas da falta de concentração. De acordo com uma pesquisa de 2018, a alimentação pode afetar as funções cognitivas, como o foco e a memória

Alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas podem estar associados a problemas de concentração e atenção. Além disso, o excesso de cafeína também pode resultar na falta de foco. Por outro lado, alguns alimentos podem melhorar o desempenho cognitivo e, portanto, auxiliar na concentração. Recomenda-se o consumo de frutas e vegetais, alimentos com baixo índice glicêmico, aminoácidos, vitaminas do complexo B e outros nutrientes essenciais. 

Condições associadas à perda de concentração 

Em alguns casos, a falta de concentração pode estar associada à condições de saúde subjacentes, como: 

  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); 
  • Estresse; 
  • Ansiedade; 
  • Depressão; 
  • Problemas de tireoide; 
  • Esquizofrenia; 
  • Esclerose múltipla; 
  • Demência; 
  • Síndrome da fadiga crônica;
  • Concussão;
  • Síndrome de Cushing;
  • Epilepsia; 
  • Insônia;
  • Transtorno depressivo maior;
  • Transtorno bipolar.

Além disso, alguns medicamentos também podem contribuir para a falta de foco, incluindo: 

  • Benzodiazepínicos;
  • Opioides;
  • Antidepressivos;
  • Anticonvulsivantes;
  • Corticosteroides;
  • Alguns agentes anti-inflamatórios não esteroides (AINEs);
  • Alguns medicamentos cardíacos;
  • Alguns medicamentos quimioterápicos.
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Falta de atenção não significa menos inteligência

Uma pesquisa de 2024 estabeleceu que as pessoas podem controlar separadamente o quanto focam (melhorando informações relevantes) e o quanto filtram (desligando a distração). Pensando nisso, os mesmos especialistas foram mais longe para investigar como funciona esse processo.

O autor principal e neurocientista Harrison Ritz comparou o processo à forma como os humanos coordenam a atividade muscular para realizar tarefas físicas complexas.

“Da mesma forma que reunimos mais de 50 músculos para realizar uma tarefa física como usar os pauzinhos, nosso estudo descobriu que podemos coordenar múltiplas formas diferentes de atenção para realizar atos de destreza mental”, disse ele.

Após os testes, Ritz e seus colegas concluíram que duas partes distintas do cérebro trabalham juntas para permanecer em foco — o sulco intraparietal e o córtex cingulado anterior.

“Quando as pessoas falam sobre as limitações da mente, muitas vezes colocam isso em termos de ‘os humanos simplesmente não têm capacidade mental’ ou ‘os humanos não têm poder de computação’. Essas descobertas apoiam uma perspectiva diferente sobre por que não estamos focados o tempo todo. Não é que nossos cérebros sejam muito simples, mas sim que nossos cérebros são realmente complicados e é a coordenação que é difícil”, concluiu. 

O que fazer com a falta de foco?

Caso a falta de foco seja resultante do seu estilo de vida, existem alguns métodos que podem ajudar. Segundo o doutor Joel Salinas, neurologista do Massachusetts General Hospital, afiliado à Harvard, é possível manter o foco seguindo algumas dicas: 

  • Prática de meditação de atenção plena: esta forma de meditação ensina como trazer os pensamentos de volta ao presente quando a mente se desvia. Além de auxiliar na ansiedade e no estresse, que podem causar a distração, a meditação também contribui para a concentração.
  • Evite distrações: muitas coisas no dia a dia podem prender a nossa atenção. Esse é o caso, principalmente, de dispositivos celulares e outros locais com acesso à internet e redes sociais. Troque itens em sua sala que chamem sua atenção. Além disso, desative as notificações do seu telefone quando precisar se concentrar e configure bloqueadores de sites para não ser tentado pela Internet.
  • Trabalhe em períodos de tempo: muitas pesquisas sugerem que trabalhar em pequenos períodos de tempo, com períodos de descanso entre eles, pode ajudar no foco, já que a atenção tende a diminuir após um determinado período. Experimente praticar o Método Pomodoro. Para mais informações, confira nossa matéria
  • Pratique exercícios físicos: o sedentarismo também pode causar a falta de atenção. Portanto, praticar atividades físicas regularmente pode auxiliar a melhorar o desempenho cognitivo, incluindo a concentração. 
  • Ruídos: especialistas indicam que alguns ruídos, como o ruído branco, podem ajudar a distrair o cérebro de possíveis barulhos que impedem a concentração. 

Quando procurar ajuda? 

A constante falta de foco pode ser indicativa de uma condição subjacente. Por isso, é importante prestar atenção na flutuação de concentração no seu dia a dia. Quando esses episódios interferem na sua capacidade de concentração diária e criam efeitos negativos no seu progresso dentro do trabalho ou na escola, é recomendado procurar um profissional de saúde. 

Se mudanças no seu estilo de vida, como alterações na dieta e na higiene de sono não melhorarem o seu quadro, profissionais podem investigar mais a fundo possíveis condições que podem contribuir para a falta de atenção. 

Os tratamentos médicos para falta de concentração dependem da causa subjacente, mas podem incluir:

  • Medicamentos para ansiedade ou transtornos de humor;
  • Alterar a dosagem ou tipo de medicamento se os efeitos colaterais causarem dificuldade de concentração;
  • Psicoterapia ou terapia cognitivo-comportamental (TCC) para problemas de saúde mental, como depressão;
  • Terapia comportamental e medicamentos para controlar o TDAH.

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