Eco-design para além da sala de aula

eCycle

Cuias sustentáveis foram parte do trabalho de um dos beneficiados pelo LabSol

Estudantes de Design da Unesp de Bauru assessoram artesãos sobre o uso de materiais sustentáveis

A beleza é um motivo fundamental que leva uma pessoa a comprar um brinco, uma bolsa ou um relógio de parede, mas o tipo de material usado na manufatura está sendo levado cada vez mais em conta. Pensando em ensinar técnicas de design preocupadas com a questão ambiental a grupos de artesãos do Estado de São Paulo, foi criado o Laboratório de Desgin Solidário (LabSol) no campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em 2007.

Orientado pelo professor Cláudio Roberto Goya, o projeto tem a iniciativa de estudar obras de artesanato e desenvolver novas peças de forma sustentável, ajudando a comunidade em questão a agregar valor a seus produtos. “Os conceitos que sustentam o LabSol são o Design Solidário, o Eco-design e a Economia Solidária. Dessa forma, ao desenvolvermos os projetos também procuramos maneiras menos impactantes de projetar e produzir design”, explicou a estudante Natália Toledo, 20 anos, que atua como designer de produto. A comunidade em questão aprende as novas técnicas e passa a fazer uso de materiais ambientalmente corretos e que têm baixo custo. O laboratório não tem fins lucrativos e só participa na pesquisa e implantação de técnicas de produção.


Um exemplo da intervenção do grupo para o uso de materiais sustentáveis ocorreu no projeto “Box”. Um artesão de Assis produzia caixas em madeira MDF e usava um papel importado para acabamento. O laboratório sugeriu que o artista passasse a utilizar fibra de folha de bananeira. “É um material bem diferenciado que gera cinco tipos de papel, além de ser usado por uma comunidade de Praia Grande que já tinha contato conosco”, disse a estudante.

As ecobags são feitas com reaproveitamento de bannersO LabSol conta com a participação de 14 alunos, do primeiro ao terceiro ano de graduação dos cursos de Desgin. A equipe mantém os trabalhos por meio de bolsas de fomento e não há nenhum custo para os grupos interessados. Qualquer comunidade pode participar. “Além de artesãos, já trabalhamos também com asilos, associações e cooperativas. Geralmente quando nos procuram, eles já estão organizados e precisam de ajuda para gerir questões ligadas ao Design”, comentou Natália.

Atualmente, o grupo conta com 12 projetos, entre parcerias com comunidades e pesquisas acadêmicas.

O laboratório já organizou exposições em eventos oficiais da UNESP e em congressos, onde houve aceitação muito boa de seus produtos. A equipe está criando um site que irá disponibilizar todos os produtos desenvolvidos pelo laboratório, inclusive com opção de compra. Os materiais vendidos terão as rendas revertidas para as respectivas comunidades. “Esperamos que sirva de exemplo para outros projetos”, fiinalizou Natália.


 

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