Planta usada na medicina chinesa pode ajudar no tratamento da obesidade

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Testada em laboratório, ela obteve resultados promissores, mas cientistas alertam: são necessários mais experimentos para comprovar a segurança para uso humano

Imagem: Wikimedia Commons

Cientistas têm procurado mundo afora, nas últimas décadas, por alguma planta milagrosa que possa auxiliar pessoas com problemas sérios de peso. Ao longo desse período, a indústria do emagrecimento se estabeleceu mundialmente - muitas vezes com soluções simples raramente eficazes que contam com pouquíssimas mudanças drásticas em termos de hábitos (alimentares e físicos). Café, amêndoas, cactos e pepinos já tiveram seus 15 minutos de fama como itens milagrosos, mas o sucesso não se estendeu.

Contudo, em um estudo publicado em maio, cientistas afirmam que o extrato de uma planta de nome popular videira trovão de Deus (Tripterygium wilfordii), comum na medicina tradicional chinesa, reduz o apetite e diminui em 45% a massa corporal de ratos de laboratório obesos.

Um dos autores da pesquisa, Umut Ozcan, endocrinologista do Hospital Infantil de Boston e da Escola de Medicina de Harvard, disse que a substância funciona aumentando a quantidade do hormônio leptina, derivado dos nossos tecidos adiposos (gordura), que sinaliza para o sistema nervoso central quando o corpo já possui a quantidade suficiente de energia armazenada. Pessoas com deficiência desse hormônio têm um apetite fora do normal e comem com voracidade, sem encontrarem saciedade, o que pode torná-las obesas mórbidas.

O médico afirmou que, durante os últimos vinte anos, a abordagem no tratamento da obesidade esteve em tentar quebrar a resistência do organismo à leptina, mas sem sucesso.

Durante o estudo, Ozcan percebeu que, com apenas uma semana de tratamento à base do extrato da videira trovão de Deus - que contem um substância chamada Celastrol -, os ratos reduziram a ingestão de alimento em 80% em comparação com aqueles que não ingeriram o extrato. Três semanas depois, os ratos tratados perderam cerca de metade do peso inicial.

Os resultados apresentados são, em termos de percentual, mais eficazes do que uma cirurgia bariátrica (redução de estômago). Cientistas afirmam ainda que existem outros efeitos positivos na saúde dos animais: níveis de colesterol caíram e funções do fígado melhoraram.

O Celastrol não se mostrou eficiente no tratamento em ratos com poucas quantidade de leptina no organismo ou com deficiências no receptor de leptina.

Efeitos tóxicos não foram encontrados, mas os pesquisadores recomendam muita cautela, pois ainda é preciso fazer mais experimentos para averiguar a segurança do uso em humanos. É preciso lembrar que as flores e raízes da planta possuem muitos outros compostos que podem ser perigosos, segundo o Dr. Ozcan.

Lembramos que atitudes drásticas para a perda de peso não são o ideal, e sim manter uma dieta balanceada e exercícios físicos constantes.

Fonte: The Washington Post

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