Repelente de neem, citronela e andiroba é indicado para animais e plantas

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Cansado dos repelentes comuns e cheios de químicos tóxicos? Conheça o Repel-Neem e evite danos ao meio ambiente, às plantas e aos animais

Repelente natural Neem

O repelente de neem, citronela e andiroba é um produto feito somente com ingredientes naturais sem química nociva e muito eficaz para espantar insetos. Além de repelir os bichinhos, ele alivia coceiras e inchaços de picadas. É possível adquirir o repelente natural para uso humano ou para jardinagem e uso animal.

Proteger-se dos mosquitos que incomodam o dia inteiro e podem até transmitir doenças não é tarefa fácil. Mais difícil ainda é livrar plantas e animaizinhos de estimação desse problema. Muitas espécies sofrem com pragas de variados tipos, que podem até trazer problemas para sua horta orgânica e fazer cães e gatos sofrerem muito.

Inseticidas e agrotóxicos têm muitos problemas (falaremos disso ao longo da matéria). Porém, existe uma alternativa que serve muito bem para humanos e também pode funcionar nesses casos específicos: o óleo de neem, que é misturado com outras substâncias naturais no Repel Neem® Uso Animal e Jardinagem.

O óleo de neem não é um inseticida como os outros, pois ele age por vias distintas das tradicionais para matar os insetos. Por não ser tóxico, ele não deixa um rastro de insetos mortos no chão, o que é um bom sinal de que não é nocivo também para plantas ou para animais de estimação, que tem defesas mais frágeis que as dos humanos.

Os inseticidas comuns, baseados em química nociva derivada de petróleo, atuam como uma molécula altamente venenosa. Eles intoxicam e manipulam o material genético dos seres vivos que entram em contato com o produto. Em apenas três gerações, graças à troca de material genético entre os insetos, os mais novos já criam resistência às substâncias nocivas - esse é, inclusive, o caso do mosquito da dengue com relação ao DEET. Outro exemplo é o letal inseticida Baysiston, proibido no país de origem de seu fabricante (Alemanha), mas ainda permitido no Brasil. No próprio site do fabricante é informado que, com relação ao nível de perigo ambiental, o item tem a classificação 2, ou seja, muito perigoso para o meio ambiente.

A crescente resistência dos insetos à química nociva faz com que mais produtos mais fortes sejam criados: em 1988 já eram registrados 50 mil produtos químicos para uso agropecuário no Enviromental Protection Agency (EPA, a agência de proteção ambiental dos EUA) e, com a potência maior, mais danosos são ao meio ambiente. Alguns produtores usam o fato de que é preciso aplicar menos produto por área para fazer falso marketing de sustentabilidade, porém, em geral, menos produto para um mesmo fim significa maior toxicidade, e não o contrário!

Na contramão dessa tendência, o óleo de neem é natural e possui quatro compostos principais e outros 20 possíveis ingredientes menores. Os quatro mais importantes são chamados triterpenos limonoides, sendo eles a azadirachtina, a salanina, o meliantriol, e a nimbina. A azadirachtina é responsável por 90% do poder do neem sobre os insetos e funciona inibindo o apetite deles e regulando o seu crescimento.

Outros efeitos repelentes do neem são: impedir a deposição de ovos, interferir nas funções bioquímicas e fisiológicas, imobilizá-los, e inibir a síntese de quitina. Tudo isso, em última instância, resulta na morte dos insetos.

Uma das muitas vantagens de se usar o neem é que, por atuar de diversas maneiras no combate a pragas e se infiltrar no funcionamento biológico delas, é muito complicado o desenvolvimento de resistência. O inseto traça das crucíferas (traça do repolho) passou por um teste de aplicação contínua de neem e, após 35 gerações, ainda não havia criado resistência.

A árvore de neem pode ser aproveitada como um todo, mas é no fruto que existe maior concentração dos ingredientes, e quando é extraído o óleo desse fruto, a concentração é ainda maior.

Abaixo, confira mais detalhes sobre esse óleo e os outros que compõem o Repel Neem® Uso Animal e Jardinagem.

Óleo de neem

Neem é uma árvore nativa da Índia com propriedades medicinais e terapêuticas. Muitas de suas partes podem ser aproveitadas para produções diversas, como sementes, folhas e casca. É usada na indústria farmacêutica e em produtos de higiene e de limpeza. Dentro do seu fruto há uma semente que apresenta uma amêndoa. Esta, ao ser triturada e prensada a frio, gera o óleo de neem. A massa resultante da prensagem pode ser usada como adubo controlador de fungos (ou vermífugo na alimentação animal). Ou seja, tudo da árvore é aproveitado.

O óleo obtido é rico em ácidos graxos. É inseticida orgânico eficaz contra mais de 200 espécies de insetos, como baratas e piolhos. Possui propriedade antifúngica (contra 14 tipos de fungos de pele, inclusive micoses), antibacteriana (eficaz contra as causadoras de cravos e espinhas), antiviral, antisséptica (contra caspa e seborreia) e anti-inflamatória. Alivia coceiras e vermelhidões causadas por picadas de insetos. Pode ser usado nos pets, afasta pulgas, carrapatos e sarnas, além de proporcionar brilho ao pelo do animalzinho - basta adicionar ao xampu e ao sabonete do bichinho.

Por fim, uma curiosidade: melhora a aparência de objetos enferrujados.

O óleo de neem é biodegradável e não é bioacumulável.

Óleo de andiroba

A andiroba é uma planta nativa da Amazônia e seu fruto é uma cápsula que se abre ao cair no chão, liberando de quatro a seis sementes - é dessas sementes que o óleo de andiroba é extraído. O método de extração é totalmente sustentável quando os responsáveis esperam os frutos caírem naturalmente.

Este óleo também é rico em ácidos graxos como o oleico e o linoleico, mais conhecidos como ômega 9 e ômega 6, respectivamente. Possui propriedades antissépticas, anti-inflamatórias, cicatrizantes, inseticidas e outros diversos benefícios. Mesmo na Amazônia, seu maior e mais tradicional uso é como repelente de insetos e no tratamento de coceiras e picadas causadas por estes, devido a suas propriedades cicatrizantes. Também pode ser aplicado em móveis e madeiras, preservando-as e protegendo-as de cupins, além de aumentar sua durabilidade. Misturado a xampus e cremes, combate a queda de cabelo e calvície e, assim como o óleo de neem, trata piolhos.

Não é indicado para consumo humano via oral. Um estudo realizado pelas Universidades Federais de Pernambuco e do Pará publicou que o consumo via oral desse óleo pode afetar negativamente o funcionamento do fígado.

Citronela

O mais famoso e popular inseticida. Seu uso é tópico, aplicado diretamente na pele, aliviando ardores e coceiras provocadas por insetos. Não há restrições para uso em crianças, pessoas de pele sensível ou animais. Borrifar um pouco de hidrolato de citronela na coleira de animaizinhos de estimação afasta pulgas, carrapatos e mosquitos.

Também traz alívio para dores reumáticas. Aromatizar o ambiente com hidrolato de citronela tem efeitos positivos para nervosismo, ansiedade e agitação, devido a suas propriedades calmantes.

O que é o DEET

O problema das loções repelentes tradicionalmente comercializadas pode ser resumido em apenas quatro letras: DEET, ou dietil-toluamida. Esse componente químico está presente na maioria dos repelentes de mercado, sendo uma das principais substâncias. O DEET atua nos sensores das antenas dos pernilongos e mosquitos, impedindo-os de reconhecer o gás carbônico liberado pelos seres humanos na respiração, mantendo-os afastados. No entanto, o DEET tem um grau de toxicidade que pode desencadear processos alérgicos, tanto na pele quanto no sistema respiratório, em narinas e mucosas e, em casos graves, pode causar até danos hepáticos. Até o momento, não há um consenso entre os especialistas sobre os reais efeitos que essa substância pode provocar à saúde humana. Porém, um estudo realizado por cientistas da Grã-Bretanha comprovou que o mosquito da dengue já desenvolveu uma resistência biológica a ele, graças ao seu uso em larga escala nos repelentes.

Neem e o meio ambiente

De acordo com o registro de biopesticidas da EPA, o óleo de neem prensado a frio não afeta aves, abelhas, plantas ou seres terrestres como minhocas; ele é, no entanto, ligeiramente tóxico para organismos aquáticos. As categorias para medir o potencial tóxico de um elemento, segundo a EPA, variam de 1 a 4, sendo 4 o nível que apresenta menor perigo - e é nesta categoria que o óleo de neem se encontra, indo para 3 em alguns casos de possível alergia dermatológica.

Segundo os dados de estudos feitos em laboratório, a concentração letal do produto com água é de 70,6 a 84,3 ppm (partes por milhão), após um período de 96 horas para peixes.

Se convertermos esses valores para medidas mais compreensíveis, teremos: 0,0706 gramas por litro (g/L) a 0,0843 g/L.

Para seres invertebrados de ambiente aquático, após 48 horas a concentração letal é de 57,5 a 63,9 ppm (0,0575 g/L a 0,0639 g/L). Especificamente para a espécie de truta arco-íris a concentração letal é de 0,48 ppm.

Contudo, o óleo de neem tem rápida biodegradação, ou seja, não acumula em organismos: dentro de 50 a 100 horas o composto já é partido ao entrar em contato com a água ou com a luz.

Descarte

Vale ressaltar que, em geral, o descarte indevido de óleos provoca impactos ambientais, principalmente na questão de contaminação da água. Dessa forma, o descarte de óleos vegetais em ralos e pias é inadequado, pois pode causar diversos riscos ambientais e também entupimento nos encanamentos. Portanto, em caso de descarte, procure pelo local correto para esses produtos; disponha os resíduos de óleo em recipientes plásticos e leve-os a um ponto de descarte para que o óleo possa ser reciclado.

Você pode encontrar o ponto mais próximo para descartá-los.

Conheça uma série de alternativas que a natureza oferece para protegermos nossa saúde e praticarmos o consumo sustentável.

Ficou interessado? Você pode adquirir este produto, na Loja eCycle e saber mais sobre aplicações e dosagem.


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