Desastre de Mariana causa fortes impactos ambientais na região

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Mortandade de animais deve atingir cidades afetadas, para além da turbidez da água

Imagem: Ibama

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) informou que sua equipe de emergências ambientais acompanha desde o dia 6 de novembro o rompimento da barragem de Fundão e o transbordo da barragem de Santarém, pertencentes à empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais. Estima-se o lançamento de 50 milhões de m³ de rejeito de mineração (suficiente para encher 20 mil piscinas olímpicas), composto principalmente por óxido de ferro e sílica (areia). A lama atingiu diversas comunidades e avança sobre o Rio Doce.

Houve alterações nos padrões de qualidade da água (turbidez, sólidos em suspensão e teor de ferro). Não é esperada toxidade no rejeito, mas o Ibama vai monitorar as análises realizadas e avaliar a possibilidade de contaminação adicional decorrente das áreas que foram arrastadas pela lama.

Nos locais atingidos pela lama concentrada, um dos impactos esperados é a mortandade de animais, terrestres e aquáticos, por asfixia. Devido à densidade da lama, ainda não foi possível observar o fenômeno, porque os animais mortos não flutuarão. No Rio Doce, onde a lama chega mais diluída, poderá ocorrer mortandade de peixes devido a impactos no sistema respiratório.

O Ibama alega acompanhar diariamente as ações no gabinete de crise, alertando sobre questões ambientais e prováveis áreas impactadas. Um helicóptero do Ibama reforçou a equipe nesta segunda-feira a partir do dia 9 de novembro para auxiliar no resgate de pessoas, animais e no monitoramento da lama.

A prioridade dos órgãos envolvidos neste momento é resolver a situação de emergência, principalmente o resgate da população que ficou isolada e a busca por desaparecidos. Para além de toda a tragédia para a vida das pessoas da região, o meio ambiente também sofrerá as consequências. Mesmo assim, para o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ainda não é possível avaliar se a Samarco cometeu crime ambiental ou não. O Ministério Público de Minas Gerais já abriu inquérito para apurar as causas dos ocorridos. O estado do Espírito Santo também decidiu que vai multar a empresa por danos que forem causados por lama.

Fonte: Ibama

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