Acompanhe a restauração do Museu do Ipiranga sem sair de casa

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Série de vídeos mostra detalhes da reforma e ampliação do Museu do Ipiranga, além do trabalho com parte do acervo que não pode sair do prédio histórico

Museu do Ipiranga já em reforma
Imagem de Webysther, disponível na Wikimedia sob licença CC BY-SA 4.0

O Museu do Ipiranga, importante patrimônio cultural brasileiro, está em reforma e segue um projeto com normas atuais de infraestrutura, acessibilidade, sustentabilidade e segurança, com equipamentos especiais para a prevenção de incêndios, incluindo ainda protocolos de saúde para prevenir o contágio de trabalhadores pelo novo coronavírus. Grande parte do acervo de 450 mil itens foi retirada do edifício e transportada para imóveis adaptados para recebê-los mas algumas obras, pelas suas dimensões, não puderam sair do prédio histórico.

Um desses casos é pintura de Pedro Américo, o quadro Independência ou Morte, que está sendo restaurada no local enquanto a reforma acontece. A reabertura está programada para setembro de 2022, para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil.

Para apresentar os avanços na reforma do edifício-monumento e mostrar os cuidados e detalhes que uma obra desse porte exige, o Museu preparou uma série de vídeos chamados “Diário da Obra”. No primeiro episódio, os trabalhos de proteção do edifício e das obras de arte que continuarão no Museu durante a reforma são os destaques, além do desmonte da escadaria principal e a retirada do asfalto em frente ao edifício, que será substituído por um mosaico português. No segundo episódio, são mostrados os cuidados que estão sendo tomados durante a pandemia e as etapas do restauro da fachada. Clique nos vídeos abaixo para conferir.

Investimento no patrimônio cultural

Inaugurado em 7 de setembro de 1895 e integrado à USP em 1963, o Museu do Ipiranga está fechado para visitação do público desde 2013, por conta da necessidade de obras de restauração e modernização. O restauro e a modernização do edifício histórico começaram após as comemorações de 7 de setembro de 2019. Desde a montagem de um canteiro de obras, a proteção dos bens artísticos integrados à construção, o acompanhamento arqueológico, tudo passa por prospecções e testes. Por exemplo, argamassa e tintas precisam ter características especiais, semelhantes às que eram utilizadas no século 19, quando o edifício-monumento foi construído.

A obra é patrocinada via Lei de Incentivo à Cultura e deve custar cerca de R$ 139,5 milhões, custeada pelas empresas: Banco Safra, Bradesco, Caterpillar, Comgás, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), EDP, EMS, Honda, Itaú, Vale, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Pinheiro Neto Advogados, além da parceria da Fundação Banco do Brasil e da Caixa.

O planejamento das futuras exposições já está em andamento e inclui a abordagem de questões históricas ligadas à formação da nação brasileira, a disputa de territórios, a paisagem urbana e os ambientes doméstico e do trabalho, com itens do próprio acervo e também emprestados de outras coleções.



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