6ª Mostra EcoFalante de Cinema Ambiental ocorre em setembro na cidade de São José do Rio Preto

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Serão exibidos 53 filmes de diversos países com temáticas socioambientais

6ª Mostra EcoFalante de Cinema Ambiental ocorre em setembro na cidade de São José do Rio Preto

No mês de setembro, a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental viajará para São José do Rio Preto, na maior edição já realizada fora de São Paulo, dos dias 18 a 30 de setembro.

Mais de 50 filmes serão exibidos gratuitamente em 18 espaços culturais e de educação da cidade, entre eles Câmara Municipal, Senac, Teatro Paula Moura, Associação Comercial - Acirp, CEU das Artes, CIECC, e instituições de ensino superior Famerp, Unesp e Unorp. Em todos esses lugares as exibições serão seguidas de debate sobre o filme e os temas por ele levantado. Ocorrem ainda sessões abertas na Praça da Figueira (ao ar livre) e no Rio Preto Shopping. Também ocorrem exibições fechadas para os estudantes nos colégios Santo André e São José, Etec, Fatec, Senai, Serviço Social São Judas Tadeu, Sesi e Teatro Paula Moura.

As temáticas da mostra são: trabalho, cidades, vida alternativa, ativismo, infantil, consumo, lixo e reciclagem; agricultura e alimentação; contaminação e mudanças climáticas.

A mostra reúne filmes da produção recente de vários países, que foram destaque em festivais de cinema, como Cannes, Locarno, IDFA, Hot Docs e Bafici. Já as produções nacionais passaram pelo Festival de Brasília, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Mostra de Tiradentes (MG). Boa parte dessa produção não chega ao circuito comercial, o que faz da Mostra Ecofalante uma grande oportunidade para ter acesso a esse material. Os filmes abordam questões importantes da contemporaneidade, entre elas, mudanças climáticas, vida nas cidades, o efeito de produtos químicos na saúde humana, agrotóxicos, agricultura familiar, indústria da moda, lixo e reciclagem, relações de trabalho, ativismo, recursos hídricos e energia.

Para que São José do Rio Preto entrasse no clima da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, está em cartaz, desde 5 de setembro, uma exposição de fotos de alguns destaques cinematográficos do evento. A exposição pode ser visitada até 17 de setembro, na Praça 4 de Eventos, do Rio Preto Shopping Center. A ideia da curadoria é destacar os desafios enfrentados pelo mundo no campo da sustentabilidade, envolver o público nessas questões e provocar a reflexão.

Confira alguns destaques:

(R)Evoluções Invisíveis | França, 2014, 84’ de Philippe Borrel

Em sociedades baseadas no imediatismo, nas quais viver em alta velocidade tornou-se a norma, algumas pessoas decidiram dar as costas à aceleração da vida e tentam retardar tal movimento que parece destinado à catástrofe ecológica, econômica e social.

A Era das Consequências | EUA, 2017, 81’ de Jared P. Scott

Uma investigação sobre os impactos das mudanças climáticas em conflitos ao redor do mundo, pelas lentes da Segurança Nacional dos EUA. O filme revela como a escassez de água e alimentos, a seca, as condições climáticas extremas e a elevação do nível do mar funcionam como “catalisadores de conflitos”. Oficiais militares fazem análises para além das manchetes das crises de refugiados, da Primavera Árabe, dos conflitos na Síria e até mesmo do surgimento de grupos radicais como o Estado Islâmico, e revelam como os fenômenos decorrentes das mudanças climáticas interagem com as tensões sociais.

A Escala Humana | Dinamarca, 2012, 83 de Andreas M. Dalsgaard

Classificação indicativa: 12 anos

50% da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2050 esse número chegará a 80%. Viver em uma megacidade é tanto encantador quanto problemático. Hoje enfrentamos escassez de petróleo, mudanças climáticas, solidão e diversos problemas de saúde devido ao nosso estilo de vida. Mas por que? O arquiteto e professor dinamarquês Jan Gehl estudou o comportamento humano em cidades ao longo de 40 anos. Ele documentou como cidades modernas repelem a interação humana e argumenta que podemos construir cidades de uma forma que leve em consideração necessidades humanas de inclusão e intimidade.

A Experiência Cecosesola | França, 2014, 59' de Ronan Kerneur e David Férret

Há cinquenta anos, um pequeno grupo de venezuelanos se uniu para enterrar seus mortos com dignidade: nascia a cooperativa Cecosesola. Apesar das pressões políticas, seu modelo de autogestão progrediu e se diversificou. Hoje, mais de 1200 associados gerem supermercados populares, feiras e outras cooperativas. Igualdade salarial, rotação de posições e falta de hierarquia se tornaram os pilares da organização. O filme ilustra a habilidade e a sustentabilidade de uma experiência coletiva considerada indesejada por uns e utópica para outros.

A Lei da Água - Novo Código Florestal | Brasil, 2014, 78’ de André D’Elia

O filme esclarece as mudanças promovidas pelo novo Código Florestal e a polêmica sobre sua elaboração e implantação. O documentário mostra como a lei impacta diretamente a floresta e, assim, a água, o ar, a fertilidade do solo, a produção de alimentos e a vida de cada cidadão. Produzida ao longo de 16 meses, a obra baseia-se em pesquisa e 37 entrevistas com ambientalistas, ruralistas, cientistas e agricultores. Retrata ainda casos concretos de degradação ambiental e técnicas agrícolas sustentáveis que podem conciliar os interesses de conservação e produção da sociedade.

Animais Unidos Jamais Serão Vencidos | Suíça/Alemanha, 2010, 63’ de Holger Tappe e Reinhard Klooss

Quando uma enorme barragem e um resort bloqueiam o abastecimento de água da planície africana, os animais - muitos deles inimigos implacáveis – se unem para fazer as coisas voltarem ao normal.

Aracati | Brasil, 2015, 62’ de Aline Portugal & Julia De Simone

No Vale do Jaguaribe, no Ceará, sopra o vento aracati. A mesma corrente conduz a fazenda do moinho de vento, balança as árvores esparsas e persegue a poeira pela terra ressequida. Linhas de energia agora atravessam a paisagem repleta de turbinas eólicas. Uma mulher senta-se com uma criança na beira do rio e aponta para onde passava a estrada – agora só há água. Em uma antiga aldeia, restam apenas vestígios de edifícios perto do reservatório. O filme explora o tempo e o espaço em transformação e examina as relações entre as pessoas e seus arredores. Homem, natureza e tecnologia competem por um mesmo território como forças diversas que coexistem.

Wall-E | EUA, 2008, 98’ de Andrew Stanton

Em um futuro distante, um pequeno robô coletor de lixo embarca em uma jornada espacial que decidirá o destino da humanidade.

Zona Proibida | Bélgica, 2016, 10’ de Atelier Collectif

Este filme stop-motion narra a vida diária do último homem que permaneceu na zona vermelha após a evacuação da área de Fukushima e do acidente na usina nuclear.

Serviço:

  • 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental
  • Datas: de 18 a 30 de setembro de 2017, em diversos horários e locais
  • Entrada franca
  • Para saber mais sobre a programação, visite o site da mostra.

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